Ganhar a Champions é o que importa? Então é melhor Cristiano Ronaldo deixar a Juventus

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

Cristiano Ronaldo não parece 100% feliz na Juventus. Após ganhar um Campeonato Italiano no sufoco e a eliminação diante do mediano Lyon na Champions, começam a pipocar boatos  que atestam o desgaste.

Nesta quinta-feira, surgiu a informação na BBC que o agente do português o teria oferecido  ao Barcelona, o que foi negado depois pelo entorno do astro ao jornal As.

Difícil acreditar que Ronaldo um dia irá jogar ao lado de Messi no Barcelona. Não combinaria. Assim como não combina jogar na Juventus caso ele tenha como principal meta na carreira ganhar a Champions.

O que com certeza é o objetivo do argentino e de Neymar, com quem o português divide o patamar mais alto do estrelato do futebol. E os dois sul-americanos parecem empregados em clubes com mais chances de ganhar o torneio europeu.

Primeiro vamos às estatísticas. Sobrando na Itália, a Juventus tem um elenco que não está entre os mais valorizados da Europa. Segundo o site Transfermarkt, especializado no assunto, o plantel do clube italiano é apenas o décimo mais caro desta edição da Champions.

Valem mais, além dos gigantes de sempre, até elencos de clubes de tamanho menor, como o Atlético de Madrid e o Tottenham.

Cristiano Ronaldo marcou duas vezes, mas não conseguiu impedir queda da Juventus para o Lyon
Cristiano Ronaldo marcou duas vezes, mas não conseguiu impedir queda da Juventus para o Lyon Getty Images

Os algoritmos também não botam fé alguma na Juventus campeão da Europa. Antes da volta da competição após a parada pela pandemia da Covid-19, o FiveThirtyEight, site que projeta probabilidades em assuntos como política e também no futebol, colocava a Juventus com só 1% de chance de ganhar a competição, atrás até da Atalanta, que tinha 5%.

E vamos ao que importa: o campo. A Juventus não ganha a Champions desde 1996. E nos últimos anos mostra que falta fôlego no momento decisivo, como aconteceu quando foi triturada na final pelo Barcelona, em 2015, e pelo Real Madrid, em 2017.

Nas duas temporadas com Cristiano Ronaldo a coisa piorou. Antes da queda para o Lyon agora, a Juventus havia caído nas quartas de final contra o Ajax, de imensa tradição, mas elenco hoje nada especial.

Com 35 anos, Cristiano Ronaldo não pode esperar a Juventus mudar e ser candidata real a ganhar a Champions.




Comentários

Ganhar a Champions é o que importa? Então é melhor Cristiano Ronaldo deixar a Juventus

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Não há como negar: Leila x Paulo Nobre seria a maior eleição de presidente de um clube da história

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br


Eleições para presidente de clubes de futebol são uma chatice. Quase sempre elas têm poucos eleitores (alguns milhares de sócios ou centenas de conselheiros). No máximo um nome conhecido de muita gente. Candidatos de pouca intimidade com os holofotes. Carisma quase zero.

Mas, em 2021, o Palmeiras tem a chance de ser o palco da mais espetacular escolha de um cartola entre os grandes clubes brasileiros da história.

Leila Pereira x Paulo Nobre seria o embate de todos os embates. A primeira não esconde ninguém os planos de assumir o clube que patrocina com milhões há quase seis anos. O segundo, que emprestou do próprio bolso milhões para sanear o Palmeiras, diz não ter interesse em voltar ao cargo, mas segue agindo nos bastidores e tem capital político de sobra para se candidatar.

Que duelo seria esse.

Primeiro pelo que Leila e Nobre têm em comum. Ambos são milionários que não hesitaram em usar a fortuna no clube. Os dois têm personalidade forte, não pensando duas vezes em atacar adversários.

Vaidosos, adoram bradar o que fizeram pelo clube. E também se encantam com a popularidade que conseguiram no Palmeiras. Seriam horas e horas em programas de TV e centenas de matérias em jornais e sites sobre essa comparações entre os dois.

Também seria delicioso ver como seria o debate Leila x Nobre em questões em que estão em campos opostos. A dona da Crefisa tem proximidade com a principal organizada do Palmeiras, patrocinando seu Carnaval. Nobre tem relação conturbada com a Mancha, com quem rompeu oficialmente.

Leila se dá bem com a WTorre, que administra o Allianz Parque. O ex-presidente vive uma casamento para lá de conturbado com a empresa. E, se levassem as farpas que lançaram nos últimos anos em direção ao outro em debates públicos antes da eleição, o programa, com dois bons oradores, seria espetacular.

Se pudesse, pediria ao Datafolha e ao Ibope uma pesquisa com os palmeirenses de todo o Brasil para saber quem estaria na frente hoje.

Imperdível.



Comentários

Não há como negar: Leila x Paulo Nobre seria a maior eleição de presidente de um clube da história

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

A Champions do dinheiro novo: como PSG, City e Atlético foram da 2ª divisão da grana ao clube dos ricaços

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

 

Se você não simpatiza com clubes que enriquecem em um piscar de olhos, a chance de você torcer para Bayern ou  Barcelona é grande na Champions League que inicia sua reta final nesta quarta-feira, em Lisboa.

Os dois são os únicos times que ainda restam na competição que já a ganharam. Os gigantes irão se enfrentar nas quartas de final. E o sobrevivente tem uma chance considerável de ter como concorrentes nas semifinais três novos ricos do futebol mundial.

Há menos de 20 anos, Atlético de Madrid, Manchester City e PSG nem sonhavam com o cenário atual em que podem torrar centenas de milhões de euros em reforços.

Na temporada 2004/2005, a mais antiga que a consultoria Deloitte divulga os dados completos de seu levantamento anual sobre as finanças dos clubes europeus, Atlético e PSG não apareciam nem entre os 25 times mais ricos da Europa. O City estava na lista, mas na modesta 17ª posição.

Naquele momento, o estudo já tinha nove edições. City e PSG somavam só duas aparições na lista dos 25 mais ricos. O Atlético, apenas uma.

Neymar conquista da Copa da França pelo PSG
Neymar conquista da Copa da França pelo PSG Getty Images

Pule 15 anos para o levantamento divulgado em 2020 (com dados das receitas da temporada 2018/2019). O PSG é agora o 5º clube mais rico do planeta, com receitas de 636 milhões de euros.

 O City vem logo atrás, em sexto, com 611 milhões de euros, ou 73% do faturamento do Barcelona, hoje o time mais rico. Há 15 anos, o clube de Manchester faturou 90 milhões de euros, ou um terço do que amealhou na época o Real Madrid, então o líder do ranking.

Um pouco mais atrás, o Atlético caminha para ser candidato a top 10. No levantamento de 2020, já aparece no 13º lugar, faturando 368 milhões de euros,

Diego Simeone, técnico do Atlético de Madrid
Diego Simeone, técnico do Atlético de Madrid Denis Doyle/Getty Images

City e PSG enriqueceram com a injeção bilionária de seus donos árabes, em processo que levanta muitas dúvidas se ferem as regras do fair play financeiro. O Atlético melhorou suas finanças de uma forma mais tradicional, com a mudança da distribuição do dinheiro da TV na Espanha e os bons resultados na Champions. Mas também já teve o aporte de um patrocínio polêmico: o do governo do Azerbaijão.

Eu admito: tenho ressalvas a clubes que pulam etapas para enriquecer


Comentários

A Champions do dinheiro novo: como PSG, City e Atlético foram da 2ª divisão da grana ao clube dos ricaços

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

O Brasileiro da Covid-19 pode acabar, mas campeão e rebaixados terão um asterisco gigante

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

A primeira rodada foi um pequeno aperitivo do caos. Em um país de dimensões continentais e com diferença enorme de recursos entre os clubes, fazer um campeonato como o Brasileiro durante a pandemia da Covid-19 é uma temeridade.

Com nove jogadores infectados com o vírus que já matou mais de 100 mil pessoas no país, o Goiás teve seu jogo contra o São Paulo suspenso apenas minutos antes da bola rolar. E deve ter um time esfacelado na próxima rodada, contra o Athletico Paranaense. 

O blog não vai discutir protocolos, exames e o esforço de cada clube para enfrentar a pandemia e manter o futebol. Mas existe uma discussão esportiva que vai colocar um enorme asterisco no nome do campeão e dos rebaixados para a Série B no Brasileiro de 2020.

Por que será muito difícil evitar situações como a que o Goiás vive hoje. 

Serão frequentes jogos em que clubes irão sem vários de seus jogadores. E isso vai causar uma distorção clara. Imagine enfrentar o Goiás com um time cheio de garotos. E seu rival na disputa pelo título um mês depois pegue o mesmo Goiás com seu time completo.


Goiás x São Paulo foi adiado pelo Brasileiro
Goiás x São Paulo foi adiado pelo Brasileiro Gazeta Press


E isso se repete na briga por vagas na Libertadores e evitar o rebaixamento.

Existe ainda a chance do calendário virar uma bagunça. São poucas datas. Se um time tiver dois ou três jogos cancelados a chance de ele ter que jogar três vezes em uma semana é grande, com um desgaste físico gigante. Isso será outra desvantagem clara em relação a quem tiver a sorte de ter sua agenda mantida.

 O Brasileiro de 2020 pode acabar. Mas a chance de ele ser injusto é muito maior. 



Comentários

O Brasileiro da Covid-19 pode acabar, mas campeão e rebaixados terão um asterisco gigante

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Palmeiras fez um favor ao futebol batendo Corinthians; agora, precisa um para si próprio

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

O Corinthians não foi o primeiro tetracampeão paulista profissional. O Palmeiras quebrou a série do maior rival. Faz assim um favor ao futebol.

Permitir o tetra do adversário seria perpetuar a mediocridade dos grandes rivais corintianos.  E a taça deste sábado evitou três perguntas que seriam obrigatórias se a equipe de Tiago Nunes fosse a vencedora: 

Como times grandes podem virar fregueses de um clube que acumula prejuízos milionários? Como justificar que elencos caros e cheios de medalhões, de Palmeiras e São Paulo, não consigam ganhar uma competição de nível cada vez mais baixo? Como não encontrar caminhos para superar uma equipe que baseia seu futebol basicamente em se defender?

O Palmeiras mostrou que não se pode ganhar tanto com um futebol tão pobre como o praticado há anos no Parque São Jorge.

Seria uma história perfeita para os lados do Allianz Parque se o time de Luxemburgo não tivesse praticado um jogo tão precário e medroso como com o que o Corinthians empilhou títulos nesta década.

Será um erro que vai ser pago com juros em algum momento se o Palmeiras acreditar que o caminho para ser campeão é o que mostrou neste Paulista.

Opção ainda mais injustificada levando em consideração o quanto o clube e sua patrocinadora investiram nos últimos anos, e com a brilhante geração de garotos que tem agora.

O Palmeiras fez um favor ao futebol. Que agora se apresse e faça um para si próprio e jogue o que não jogou em 2020.

Luiz Adriano comemora gol marcado pelo Palmeiras diante do Corinthians
Luiz Adriano comemora gol marcado pelo Palmeiras diante do Corinthians Cesar Greco/Palmeiras

Comentários

Palmeiras fez um favor ao futebol batendo Corinthians; agora, precisa um para si próprio

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Agora ele merece: na Champions, pela 1ª vez vou torcer de verdade para Neymar ser campeão

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

Nunca, desde 2011, tive dúvidas do talento gigante de Neymar. Ele é o maior jogador brasileiro da última década e só tem menos categoria do que Messi e Cristiano Ronaldo hoje. Mas não sou santista, não tenho simpatia alguma pelo  Barcelona e há muito tempo virei um cético com a seleção brasileira. E com seu comportamento nada bacana, ele não ajudou a me fazer torcer para que fosse campeão.

Mas na Champions, que volta nesta sexta-feira, isso mudou. Pela 1ª vez, vou ficar na frente da televisão torcendo para que Neymar seja campeão. E brilhando tanto a ponto que ninguém ouse dizer que ele não será o melhor do mundo de 2020.

E isso por que agora Neymar merece. 

Neymar conquista da Copa da França pelo PSG
Neymar conquista da Copa da França pelo PSG Getty Images

Dentro de campo, mesmo com a temporada abalada pela pandemia, ele continuou brilhando. Em 24 jogos oficiais pelo PSG, marcou 19 gols e ainda deu o passe para outros 9. Somando os gols próprios e assistências, ele tem uma média de rede balançando maior do que os jogos entre Corinthians x Palmeiras nos últimos anos.

A cabeça ficou mais fria. Nesta temporada ele foi expulso só uma vez e tem média de um amarelo a cada quatro jogos. Provocações gratuitas e revides de entradas violentas de rivais ficaram raros.

Só que foi pelo que fez fora de campo no PSG que Neymar terá agora minha torcida. Demorou, mas aos 28 anos enfim ele foi maduro, líder, baita cara de vestiário.

A temporada começou com a vontade frustrada de voltar para o Barcelona, a torcida do PSG enfurecida com ele  e desavenças com Leonardo. Parecia um ambiente impossível de sobreviver. Mas ele falou pouco, entrou em campo e brilhou.

Agora, tem relação correta e profissional com Leonardo. Assim como com o técnico Thomas Tuchel, com quem antes tinha uma tensa convivência. E duvido que algum torcedor do PSG de bom senso quer sua saída. 

Quando a bola parou, Neymar passou a quarentena no Brasil. Mas voltou para a França em plena forma, prova que cuidou do corpo.

Mas o mais bacana de Neymar foi ver como ele conquistou de vez o vestiário do PSG e virou um líder mesmo sem a tarja de capitão. Nada de ciúmes com Mbappé. Respeito ao veterano Thiago Silva. Admiração dos muitos jovens que tem o elenco do clube. Reuniões organizadas que também tiveram festa, mas que uniram o PSG como  nunca esteve nessa era bilionária na busca pela sonhada Champions.

Arrebenta, Neymar. Que agora você merece muito.

Neymar e a Champions League: do brilho no Barcelona às frustrações no PSG

Comentários

Agora ele merece: na Champions, pela 1ª vez vou torcer de verdade para Neymar ser campeão

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Luxa, Tiago, Diniz, Jesualdo: o medíocre Campeonato Paulista que nenhum técnico de grande merece ganhar

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Mauro diz que Corinthians e Palmeiras fizeram esforço para que as pessoas não gostem de futebol: 'Horroroso, péssimo, pífio'


O Campeonato Paulista de 2020 vai terminar neste sábado com algo raro. Seja quem for o campeão, Corinthians ou Palmeiras, a competição vai acabar com uma injustiça. Não adianta procurar desculpa. Mas o fato é que nenhum treinador dos quatro grandes merece ganhar o título.

Em um torneio já de baixo nível técnico, Vanderlei Luxemburgo, Tiago Nunes, Fernando Diniz e Jesualdo Ferreira fizeram trabalhos medíocres. 

Nenhum grande conseguiu chegar perto da média de dois gols marcados por jogo. Dois deles (Santos e São Paulo) sofreram mais do um gol por partida.  Todos os grandes tiveram uma primeira fase em que brigaram na classificação com times de orçamento minúsculo. O Corinthians se classificou na bacia das almas.

Mas não são só números que fazem o trabalho dos quatros abaixo da média.

Jesualdo ainda pode dizer que viu o Santos se desmanchar durante a parada da COVID-19. Mas em nenhum momento antes disso seu time fez algo para se animar, com um futebol covarde. Ele chegou com a esperança de ser um novo Jorge Jesus. E acabou demitido.

Fernando Diniz mais uma vez foi fogo de palha. Fez até alguns são-paulinos se empolgarem. Mas montou um time com uma defesa que era uma peneira, sofrendo três gols do catadão do Mirassol. Não perdeu o emprego como Jesualdo, mas começa o Brasileiro pressionado e sob dúvida como nunca.

Vanderlei Luxemburgo discute com Tiago Nunes durante Corinthians x Palmeiras
Vanderlei Luxemburgo discute com Tiago Nunes durante Corinthians x Palmeiras Cesar Greco/Ag Palmeiras

Tiago Nunes e Luxemburgo. Um dos dois será campeão. Mas não podem nunca ganhar o prêmio de técnico do ano.

O que Corinthians e Palmeiras fizeram no primeiro jogo da decisão foi uma ofensa. Um jogo sem gols, com raras chances, chutões, medo de perder, esquemas ultrapassados, substituições que trocaram seis por meia dúzia.

E não digam que comandam times frágeis. Corinthians e Palmeiras, assim como o São Paulo, estão entre os clubes que mais gastam no Brasil. E o dinheiro, em termos de qualidade, foi jogado no lixo neste Paulista.

Comentários

Luxa, Tiago, Diniz, Jesualdo: o medíocre Campeonato Paulista que nenhum técnico de grande merece ganhar

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Tostão ensina, números provam: veja por que Ederson não é o 'novo Paulinho' na hora de fazer gols

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

 

Nada como o olhar mais sofisticado da imprensa brasileira para perceber que Éderson, o destaque da reação do Corinthians no Campeonato Paulista, não é como Paulinho, que brilhou no Parque São Jorge, na hora de fazer gols.

Vejam o trecho da coluna de Tostão, que raramente apela às estatísticas para suas análises, nesta quarta-feira na "Folha de S. Paulo":

"A comparação entre Éderson e Paulinho é apenas por causa do número de gols marcados pelo jovem jogador. Os gols de Éderson tem sido de finalizações de fora da área, enquanto os de Paulinho são quase sempre de dentro da área".

Na mosca. O blog foi consultar o TruMedia, a ferramente de estatísticas da ESPN, como Paulinho marcou seus gols. Na lista, estão 41 vezes que ele balançou as redes desde 2013, por Corinthians, seleção brasileira, Barcelona e no futebol chinês.

Mapa dos gols de Paulinho na carreira, quase todos dentro da área
Mapa dos gols de Paulinho na carreira, quase todos dentro da área ESPN/Trumedia

Dos 41 gols, apenas quatro foram marcados de fora da área, ou menos de 10% do total. Veja na ilustração que grande partes dos gols do volante foi anotado em finalizações na pequena área.

Bem diferente de Éderson, que também mostra faro de gol, mas sem ser o homem surpresa que aparece na área como se fosse um centroavante.

Mapa dos gols de Ederson (por Cruzeiro e Corinthians)
Mapa dos gols de Ederson (por Cruzeiro e Corinthians) ESPN/Trumedia

Com uma carreira ainda no início, o volante tem apenas cinco gols computados no TruMedia: três pelo Corinthians e dois pelo Cruzeiro. E nada menos do que quatro deles, ou 80%, foram em chutes de fora da área.

Tostão pode não ser um amante das estatísticas, mas vê futebol como ninguém. Deveria ser leitura obrigatória.




Comentários

Tostão ensina, números provam: veja por que Ederson não é o 'novo Paulinho' na hora de fazer gols

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Nunca vai haver outro melhor e mais caro goleiro do mundo como Casillas

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

Nesta terça-feira, Iker Casillas tornou oficial sua aposentadoria. Multicampeão com a  seleção espanhola e com o Real Madrid, ele já foi o mais caro e melhor goleiro do mundo ao mesmo tempo. 

Iker Casillas, lenda do Real Madrid e da Espanha, se aposenta dos gramados
Iker Casillas, lenda do Real Madrid e da Espanha, se aposenta dos gramados David Ramos/Getty Images

Entre 2008 e 2012, ele foi eleito o craque da posição em eleição feita pela Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol. Naquela época, era o prêmio mais importante da posição.

Segundo o site Transfermarkt, especializado em valor de mercado de clubes e jogadores, Casillas era o goleiro mais caro do mundo em 2010, quando ganhou a Copa do Mundo pela Espanha. Naquela temporada, ainda no Real Madrid, era avaliado em 35 milhões de euros.

Iker Casillas comemora o título mundial pela Espanha na Copa de 2010
Iker Casillas comemora o título mundial pela Espanha na Copa de 2010 Getty

Casillas era muito bom, além de líder incontestável. Mas é por uma característica física que nunca mais o melhor e mais caro goleiro do mundo será como ele.

O espanhol fez uma carreira notável medindo 1,82 m (e de perto dava até para dar dois centímetros a menos). Para os padrões da posição, ele foi um nanico no futebol. Basta comparar com os dez goleiros mais caros do mundo hoje, segundo o mesmo Transfermarkt.

Oblak, avaliado em 80 milhões de euros, mede 1,88 m, e já não é dos mais altos entre os top 10 dos milhões. Seis deles têm pelo menos 1,90 m: Alisson (1,91 m), Courtois (1,99 m), Donnarumma (1,96 m), Onana (1,90 m), Leno (1,90 m) e Szczesny (1,95 m). 

Milagres, posicionamento incrível e decisivo: veja grandes defesas da carreira de Iker Casillas

Ter Stegen, o terceiro  mais caro do mundo, mede 1,87 m e é quem chega mais perto de Casillas. O brasileiro Ederson tem 1,88 m, um centímetro a menos que De Gea. 

Casillas desafiou os padrões para ser o melhor do mundo. Não é pouca coisa.

Comentários

Nunca vai haver outro melhor e mais caro goleiro do mundo como Casillas

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

A bagunça só é um pouco mais 'Nutella': Paulista tem final tão ridículo quanto o Carioca

Paulo Cobos

Corinthians não quer testes de COVID-19 até final do Paulista, e Ubiratan Leal detona: 'Avacalhação'


Para acabar com qualquer discussão bairrista sem sentido, o Campeonato Paulista resolveu igualar o desfecho patético do Carioca. A única diferença é que, em São Paulo, a bagunça é mais sofisticada, com hospital de grife, protocolos discutidos por meses não sendo seguidos e decisões que só causam confusão na arbitragem. 

Em cinco dias, a competição viu uma bagunça nos testes da COVID-19 de jogadores do Red Bull Bragantino, polêmica na escala do juiz do primeiro jogo da decisão e o cume: a troca de acusações entre Corinthians e Palmeiras sobre testes dos jogadores da doença que já matou quase 100 mil brasileiros.

Como se estivessem debatendo bobagens do tipo qual será a cor do vestiário dos visitantes, os dois rivais mais tradicionais resolveram brigar sobre o que não deveria ser motivo de discussão nesse momento.

Nicola revela mensagem de Andrés Sanchez e Edu Meneses questiona: 'Saúde em primeiro lugar'


O Corinthians diz que não vai testar seus jogadores para detectar o vírus antes dos jogos da decisão. Sustenta sua decisão dizendo que seguiu o protocolo que obrigava os jogadores a ficarem concentrados durante o período de jogos. Pode até ter razão na letra fria do regulamento, mas não serão os reais gastos a mais para fazer os exames que irão mudar a grave crise financeira do clube. Nesta hora, toda precaução ainda parece pouco.

O Palmeiras parece enfurecido com a decisão corintiana. Mas é acusado pelo rival de ignorar o protocolo que mandava os jogadores ficarem confinados. Se fez isso mesmo, foi irresponsável. Se o regulamento permite isso, é outro problema. Ou dá para garantir que uma delegação de quase 30 pessoas seguiu todas as recomendações de isolamento?

A Federação deveria logo se pronunciar, mas mandou a decisão ser revolvida pelo seu diretor médico. E enquanto este texto é escrito, horas depois da decisão corintiana, nenhuma medida havia sido tomada.

Jogadores de Corinthians e Palmeiras posados antes de jogo pelo Paulista 2020
Jogadores de Corinthians e Palmeiras posados antes de jogo pelo Paulista 2020 Cesar Greco/Ag Palmeiras

Dentro de campo a coisa também promete. Tanto nas quartas de final quanto nas semifinais, o mais estrelado juiz paulista, Raphael Claus, se envolveu em lances polêmicos em jogos do Corinthians: primeiro como árbitro de campo e depois no comando do VAR.

É verdade que ele é o melhor juiz do quadro de São Paulo. Mas a prudência mandava deixá-lo fora desta decisão.

Com tudo isso, já começam a pipocar declarações provocativas dos dois lados, repetindo o que aconteceu há dois anos na decisão então vencida pelo Corinthians.

Uma bagunça como a do Carioca. Só um pouco mais 'Nutella'.



Comentários

A bagunça só é um pouco mais 'Nutella': Paulista tem final tão ridículo quanto o Carioca

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Como ela faz falta (também) em um domingo de decisões no futebol

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

Minha mulher estava longe de ser apaixonada por futebol (falta de interesse que passou em dose muito maior para as nossas filhas). Mas, por minha profissão e pelo meu time de coração, aprendeu a conviver com a bola e nunca o assunto foi um problema.

Por mais de dez anos, viajei muito por causa do futebol. E ela trabalhava com professora (o que amava fazer) e tocava a casa, missão que ficou muito mais difícil quando nossas filhas nasceram. Ela vibrava quando eu fazia um bom trabalho na cobertura de uma da Copa do Mundo, mesmo que isso significasse dois meses longe de casa.

Nos raros finais de semana de folga, ela até fazia força para ficar no sofá comigo vendo pelo menos o jogo do nosso clube. Sabia que eu tinha que fazer aquilo por que era meu trabalho e ela, nessas horas, se divertia fazendo comentários bem sarcásticos sobre jogadores.

E quantas e quantas vezes ela falou para eu trocar o canal do filme que ela estava vendo para um jogo de futebol. E a gente ficava junto torcendo
E quantas e quantas vezes ela falou para eu trocar o canal do filme que ela estava vendo para um jogo de futebol. E a gente ficava junto torcendo Divulgação

Em 2011, chegou o câncer. E o futebol continuou sendo um assunto que nos unia, e não nos separava. As viagens, claro, ficaram mais raras. Mas na Copa de 2014 novamente eu estava viajando, e ela orgulhosa e com uma força que eu nunca seria capaz de ter trabalhando e cuidando dela e das meninas.

Durante todo o tempo que ela enfrentou a doença, posso falar que tivemos muito mais bons momentos do que missões nada fáceis de enfrentar. A recuperação das pesadas sessões de quimioterapia era o momento  que eu queria sempre estar ali ao lado dela. E quantas e quantas vezes ela falou para eu trocar o canal do filme que ela estava vendo para um jogo de futebol. E a gente ficava junto torcendo e cornetando jogadores e técnicos.

Em 2018, depois de quatro Copas do Mundo seguidas, eu não estava nos estádios. O câncer se espalhou pelo corpo e tudo ficou muito difícil. Tenho certeza que meus chefes na ESPN me deixariam ficar em casa com ela se eu pedisse. Mas novamente ela me dizia para eu ir trabalhar, que era importante.  E eu fui durante todos os dias do Mundial de Rússia.

Há 2 anos, em um 2 de agosto como hoje, ela nos deixou. Neste domingo, vou lembrar de muitas coisas e chorar pela falta imensa que ela faz. E quando ligar a televisão para assistir ao jogo do nosso time em um dia que estou de plantão, vou também recordar como ela faz falta também no futebol para mim.


Comentários

Como ela faz falta (também) em um domingo de decisões no futebol

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Leco poderia renunciar e Diniz se demitir... Mas e os jogadores do São Paulo após vexame histórico?

Paulo Cobos
Paulo Cobos
Jogadores do São Paulo antes de jogo contra o Mirassol, pelo Paulista
Jogadores do São Paulo antes de jogo contra o Mirassol, pelo Paulista Rubens Chiri/São Paulo FC

No pesadelo que teima em não acabar, o São Paulo terá sua noite mais dura após o vexame histórico de ser eliminado pelo Mirassol nas quartas de final do Paulista.

Nos oito anos que já dura a seca de títulos tricolor, outros times pequenos foram carrascos, como a Penapolense e o Defensa y Justicia. Mas nenhum deles no meio de uma pandemia que fez o Mirassol perder mais de uma dezena de jogadores e ser basicamente um catado de atletas anônimos.

Os alvos da fúria dos torcedores serão fáceis. Não dá para defender o presidente Leco. Há quase 5 anos no poder, sua gestão é um fracasso esportivo e financeiro, como mostrou bem nesta semana o estudo do Itaú BBA.

Sua renúncia seria até uma atitude digna, assim como também não seria estranho que Fernando Diniz pedisse demissão.

Não dá para culpar a longa parada causada pela COVID-19. Seu time levou sete gols em três jogos na retomada do Paulista. Contra o mambembe Mirassol, acabou o jogo cruzando bolas inúteis para a área.

São Paulo tem 12ª eliminação sob o mandato de Leco; Eduardo Affonso relembra vexames históricos


Se é fácil imaginar o que poderiam fazer Leco e Diniz após tamanho fiasco, fica mais difícil encontrar um caminho para os jogadores.

Eles têm contratos, valem milhões e claro que o São Paulo não pode desvalorizar o que é seu patrimônio.

Mas não vale falar que Leco é incompetente, que Diniz é um 'inventor' que nunca ganhou nada e isentar jogadores por tamanha vergonha. Que eles admitam o fracasso e repensem o trabalho no Morumbi.

Comentários

Leco poderia renunciar e Diniz se demitir... Mas e os jogadores do São Paulo após vexame histórico?

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Ações na Bolsa, ranking da Uefa, títulos, valor da marca: a triste decadência do Manchester United pós Ferguson

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br


Se você acha que técnico não tem essa importância toda para um time de futebol, vai mudar de ideia ao constatar o que aconteceu com o Manchester United depois de 2013, quando Alex Ferguson deixou o clube após  27 anos comandando o clube.

Com o escocês, o United era temido, admirado, valioso. Hoje, segue faturando muito dinheiro. Mas não é sombra do que era com Ferguson.

Vamos começar pelos títulos. Sem o mítico treinador, o United nunca mais ganhou a Premier League. Com ele, foram 13 títulos da mais importante liga nacional do planeta. Depois da saída do escocês, o clube ainda conseguiu ganhar uma competição internacional: a Liga Europa.

Mas o prestígio europeu já não é mais o mesmo. No último ano com Ferguson, o clube mais famoso de Manchester era o quinto colocado no ranking da Uefa (na temporada anterior estava em segundo). Hoje, tem uma modesta nona posição.

Sem resultados, o United acumula notícias ruins em rankings que medem o prestígio dos clubes europeus.

Alex Ferguson lamenta resultado de jogo entre Manchester United e Leeds, em 2010
Alex Ferguson lamenta resultado de jogo entre Manchester United e Leeds, em 2010 Getty Images

A última chegou nesta quarta-feira. Como faz todos os anos, a consultoria britânica Brand Finance divulgou sua lista com o valor da marca dos clubes de futebol. Com um tombo de quase 11%, o United foi ultrapassado pelo Barcelona e agora ocupa a terceira posição, com o rival Liverpool muito perto.

Hoje, a marca do Liverpool equivale a 96% da do United. No último ano com Ferguson, esse percentual era de apenas 43%.

Para os americanos da revista "Forbes", o United também está em decadência. No caso da publicação, a avaliação é pelo valor total do clube. Na despedida de Ferguson, o time vermelho de Manchester brigava com o Real Madrid pela liderança.

Em 2013, a "Forbes" dizia que o United valia US$ 3,2 bilhões, e o Real US$ 3,3 bilhões. O Barcelona estava mais atrás, com US$ 2,6 bilhões. No ranking divulgado em 2019, o United é avaliado em US$ 3,8 bilhões, mais longe dos US$ 4,2 bilhões do Real e também atrás dos US$ 4 bilhões do Barcelona.

O Manchester United tem suas ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova York. E quem comprou papéis do clube no dia que Ferguson se aposentou teria prejuízo se os vendesse hoje.

Em mais de 2013, quando o escocês se despediu, uma ação do United era negociada por US$ 17,87. Hoje, só US$ 14,69.




Comentários

Ações na Bolsa, ranking da Uefa, títulos, valor da marca: a triste decadência do Manchester United pós Ferguson

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Do 'ao infinito e além' a 'desastre à vista' e do 'Urubu precisa voltar a voar' a 'nem sinal no retrovisor': como Corinthians e Flamengo trocaram de lugar

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br


Dezembro de 2012. O Corinthians terminava o ano mais glorioso da sua história, com os títulos da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes. O sonho do estádio próprio enfim estava a caminho de ser realizado. O time se dava ao luxo de gastar mais de 10 milhões de euros para tirar Alexandre Pato do Milan.  Na mesma data, o Flamengo amargava uma modesta 11ª colocação no Brasileiro  As dívidas pareciam impagáveis. O elenco era medíocre.

Agora vamos para dezembro de 2019. O Corinthians brigou para não cair no Brasileiro. Sua dívida não para de crescer. Pagar a arena de Itaquera virou um pesadelo.  Já o Flamengo, com dívida equacionada e dinheiro no caixa, tinha um ano mágico, ganhando o Brasileiro e a Libertadores com o esquadrão de Jorge Jesus.

Essa transformação radical em apenas sete anos pôde ser acompanhada pelo estudo anual do Itaú BBA com as finanças dos clubes. Em todas essas temporadas, o banco criou uma frase para resumir sua análise sobre cada time.

O blog compilou, para Corinthians e Flamengo, todas elas desde o relatório de 2013, que analisava as contas de 2012, até o levantamento deste ano, com os números de 2019. E por elas se pode entender como os dois times mais populares do país inverteram seus caminhos.

Há sete anos, o Itaú perguntava se o Corinthians estava indo "ao infinito e além". E começava com uma descrição que hoje parece impossível para o clube. "O clube de maior Receita e maior geração de caixa, dívida bancária bastante baixa. Este é o Corinthians, que vem melhorando seu desempenho ano após ano", relatou a instituição, que no entanto já apontava problemas. 

Bruno Henrique supera Cássio em Flamengo x Corinthians, pelo Brasileirão de 2019
Bruno Henrique supera Cássio em Flamengo x Corinthians, pelo Brasileirão de 2019 Gazeta Press

"Mas nem tudo é céu azul, e este balanço repete algumas movimentações vistas em 2011, que continuam sem explicações em 2012, e que de forma importante contribuem para que se atinja esta situação", apontava o estudo de 2013 sobre o Corinthians.

Da chance de ir 'ao infinito e além', o Corinthians foi para o "desastre à vista", segundo o Itaú BBA.

Em relação ao Flamengo, a avaliação mudou da água para o vinho. Na sua análise sobre as finanças do time em 2012, o último antes da chegada de Eduardo Bandeira de Mello à presidência, o banco classificava a equipe carioca com um "o Urubu precisa voltar a voar".

O relato era duro. "Que o Flamengo é uma marca forte, ninguém nunca duvidou. Aliás, se há certezas no futebol, esta é uma delas. E que o clube sofre por conta de gestões fracas ao longo das últimas décadas, esta é outra verdade inquestionável do futebol". 

Mas já havia algum sinal de melhora. "Verdades postas, o fato é que o clube mostra no balanço de 2012 toda sua força e todos os reflexos das gestões ruins, ao mesmo tempo. Mas desta vez, ao menos, enxergamos luz no fim do túnel", apontava o Itaú BBA,

Com o passar dos anos, o Flamengo só aumentava os elogios recebidos, e agora ganhou um "nem sinal no retrovisor", sobre a falta de concorrentes.

Veja, ano a ano, como a instituição avaliou os dois gigantes e entenda como tudo mudou:

2013
Corinthians
Ao infinito e além?
Flamengo
O Urubu precisa voltar a voar

2014
Corinthians
Encantador de serpentes
Flamengo
Nadando contra a maré

2015
Corinthians
E agora, José?
Flamengo
A hora de transformar água em vinho

2016
Corinthians
A conta do estádio chegou
Flamengo
Espelho, espelho meu

2017
Corinthians
Muita ginástica para fechar as contas
Flamengo
Navegar é preciso; gerir futebol não é preciso

2018
Corinthians
Na corda bamba
Flamengo
Colhendo os frutos

2019
Corinthians
Equilibrista em apuros
Flamengo
Hora da colheita

2020
Corinthians
Desastre à vista
Flamengo
Nem sinal no retrovisor

Comentários

Do 'ao infinito e além' a 'desastre à vista' e do 'Urubu precisa voltar a voar' a 'nem sinal no retrovisor': como Corinthians e Flamengo trocaram de lugar

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Dívidas, gastos, receitas e títulos (isso é rápido): veja, entre Leco, Andrés e Peres, quem é o presidente mais medíocre

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

José Carlos Peres, no Santos, Andrés Sanchez, no Corinthians, e Leco, no São Paulo, passaram os últimos meses com a ameaça de impeachment por suas administrações. Qualquer torcedor dessas equipes têm motivos de sobra para reclamar desses cartolas.

Para aumentar o debate, o blog, com números da consultoria Sports Value, tabulou os números das finanças dos três clubes durante a gestão atual. A comparação do São Paulo é entre os balanços de 2015 (Leco assumiu no final daquele ano) e 2019.

Nos casos de Corinthians e Santos, a comparação aconteceu entre os números de 2017 e 2019. Andrés assumiu em fevereiro de 2018, e Peres em dezembro de 2017.

Além das finanças, tem também o número de títulos dos cartolas nas atuais gestões (e já adianto que nesse caso a discussão será muito breve).

Carlos Augusto de Barros e Silva, José Carlos Peres e Andrés Sanchez
Carlos Augusto de Barros e Silva, José Carlos Peres e Andrés Sanchez Gazeta Press/Pedro Ernesto Guerra Azeve

DÍVIDAS
No número que mais preocupa a longo prazo, Peres, Andrés e Leco passam vergonha. Mas o corintiano ganha com larga margem. Do início da sua gestão até dezembro de 2019, a dívida do clube subiu 80%, passando de R$ 425,5 milhões para R$ 765,2 milhões. Nessa conta, não entra a dívida da Arena.

Em igual período sob o comando de Peres, a dívida santista subiu 30%, de R$ 340,2 milhões para R$ 441,7 milhões. Como comparação, a inflação no Brasil, segundo o INPC, foi de apenas 8% no período das gestões de Andrés e Peres.

Há mais tempo no cargo, Leco viu a dívida do São Paulo subir 40%, crescendo de R$ 359,4 milhões para R$ 503,2 milhões, também muito acima da inflação, que foi de 18% entre os finais de 2015 e 2019.

CUSTO DO FUTEBOL
Os resultados em campo de Corinthians, São Paulo e Santos com seus atuais presidentes são medíocres. Mas isso não quer dizer que eles montaram times baratos. No caso dos três clubes, os custos do departamento de futebol subiram muito acima da inflação com seus atuais presidentes.

Com Andrés, o futebol corintiano viu seu custo crescer 28% (foram R$ 435,9 milhões em 2019). Com Peres, o do Santos subiu 31% (R$ 274,3 milhões). O São Paulo gastou 55% a mais com Leco, batendo nos R$ 423,7 milhões no ano passado.

RECEITAS SEM VENDA DE JOGADORES
Se na hora de gastar e fazer dívida os três cartolas ficaram muito acima da inflação, o contrário, para dois deles, acontece na hora de criar receitas. E isso até 2019, antes dos efeitos nefastos que a COVID-19 terá no futebol.

Para esse cálculo, o blog não considerou o dinheiro obtido com a venda de jogadores, o que torna o trabalho dos cartolas muito mais importante. 

Com Andrés, as receitas do Corinthians cresceram apenas 7%, contra inflação de 8% no período. Muito pior é o trabalho de Peres. Com ele no comando, o faturamento do Santos sem a venda de jogadores teve um tombo de 12%.

Nesse ponto, Leco teve um bom número. Com ele, as receitas do São Paulo subiram 32%, contra os 18% da inflação do seu período.

TÍTULOS
Como prometido, aqui a discussão é rápida. Na sua segunda passagem pelo Corinthians, Andrés ganhou o Paulista duas vezes (2018 e 2019). Peres e Leco nada conquistaram.


Comentários

Dívidas, gastos, receitas e títulos (isso é rápido): veja, entre Leco, Andrés e Peres, quem é o presidente mais medíocre

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Nenhum gol e R$ 26,5 mil por minuto em campo: o 10º jogador mais caro da história do Corinthians

Paulo Cobos
Paulo Cobos

No Corinthians, Andrés admite erros e diz: 'Ninguém vai me apequenar'


"Gastei mais do que deveria". 

Na semana passada, Andrés Sanchez, o presidente do Corinthians, admitiu que, sob seu comando, o clube torrou mais dinheiro do que poderia. Pode começar lamentando ter contratado o 10º jogador mais caro e um dos mais improdutivos  da história corintiana: o chileno Angelo Araos. 

Segundo o site Transfermarkt, especializado em mercado da bola, o meia foi contratado em julho de 2018 por 4,4 milhões de euros. Esse valor, pelo câmbio da época, bate com o valor que o Corinthians declarou em seu balanço de 2018: R$ 20,603 milhões. Não muito longe dos R$ 23 milhões que o Flamengo pagou ao Santos por Bruno Henrique seis meses depois. 

Então uma promessa de um país periférico da bola, Araos nunca justificou o investimento. Em dois anos de Corinthians, ele nunca marcou um gol. Até hoje, soma apenas 777 minutos sem campo com a camisa alvinegra, ou menos de 9 jogos inteiros.

Sem contar o salário, o chileno custou R$ 26,5 mil por minuto em campo aos cofres do clube. E pouca gente vai lembrar alguma jogada de destaque. No ano passado, ele chegou a ser emprestado para a Ponte Preta, onde também não teve destaque: foram nove jogos e também nenhum gol.

Angelo Araos durante treino do Corinthians, no CT Joaquim Grava
Angelo Araos durante treino do Corinthians, no CT Joaquim Grava Ag Corinthians

Novamente no elenco principal, Araos não aparece nos planos da equipe titular para a volta do Paulista, nesta quarta-feira.

E Andrés tem outra contratação na sua gestão que está no top 10 das mais caras do Corinthians e que até agora não justificou o investimento: Luan, pelo qual o clube pagou 5 milhões de euros ao Grêmio antes do início da temporada 2020. Ele é o 8º mais caro da história corintiana.



Comentários

Nenhum gol e R$ 26,5 mil por minuto em campo: o 10º jogador mais caro da história do Corinthians

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Não é só a torcida do Flamengo: por que a imprensa vai chorar saída de Jorge Jesus

Paulo Cobos
Paulo Cobos

Títulos, frases épicas e 'bailes' no Maracanã: relembre momentos emocionantes de Jesus no Flamengo


Jorge Jesus vai embora do Flamengo. Deixa na Gávea cinco títulos, incluindo uma Libertadores, e o resgate de um futebol bem jogado que parecia algo perdido no Brasil. O flamenguista vai morrer de saudade. Eu, que não sou rubro-negro, também, assim como todo jornalista.

No caso da imprensa, o futebol de Jesus, claro, fará falta. Mas o que o Mister vai deixar aqui é uma legião de órfãos na mídia por um treinador que virou garantia de audiência, cliques e o desafio de aprender a compreender um técnico que mudou discussões que pareciam não existir.

Todo mundo dizia que um time precisava poupar todos os jogadores no meio de uma maratona. Jesus mostrou que não era assim. Arão era uma piada. Jesus o transformou. Rodrigo Caio era "jogador de condomínio". Virou grande até enfrentando o Liverpool sob o comando do português.

Poderia ainda passar longos parágrafos relatando o que Jesus fez dentro de campo. Mas é pelo que ele fez fora do gramado que ele fará mais falta para a mídia.

Foi sensacional ver como um estrangeiro soube, em poucas semanas, compreender o que era um clube como Flamengo, enquanto os treinadores nacionais, há décadas no mercado, muitas vezes não são capazes de entender a alma de time grande.

Como foi bom se deliciar com as entrevistas coletivas de Jesus. Direto, quase sempre marrento. Mas sempre com declarações que depois davam combustível para longas discussões (tudo que nós, jornalistas, precisamos).

Jorge Jesus durante jogo entre Flamengo e Fluminense, pelo Carioca
Jorge Jesus durante jogo entre Flamengo e Fluminense, pelo Carioca CARL DE SOUZA/AFP via Getty Images

Fotógrafos e cinegrafistas também são repórteres. E Jesus fez a festa para eles. Seus gestos na beira do campo e suas caretas fizeram a festa desses profissionais, garantindo a foto nas capas de jornais e sites.

A novela da sua renovação de contrato e agora da sua negociação com o Benfica, cheio de mistérios, foi outro desafio para os jornalistas, e com certeza serviu de aprendizado para todos nós.

Pena que tudo isso acabou. Sorte da mídia portuguesa. E as portas seguem abertas aqui, caro Jorge Jesus.





Comentários

Não é só a torcida do Flamengo: por que a imprensa vai chorar saída de Jorge Jesus

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Não adianta implicar: Sérgio Ramos é o maior zagueiro da história

Paulo Cobos
Paulo Cobos

À la Cruyff, Sergio Ramos rola pênalti para Benzema fazer o gol, mas árbitro vê irregularidade e manda voltar

Com certeza o mundo já teve zagueiros melhores. Mas coloque a raiva e a inveja de lado e admita: nenhum zagueiro da história tem uma carreira tão grande como Sergio Ramos.

O título do Espanhol, ganho nesta quinta-feira pelos merengues, é o 25º de competição oficial conquistado pelo capitão do Real Madrid. E a qualidade de seu portfólio é impressionante.

Foram 4 Champions, 4 Mundiais de Clubes e 5 Espanhóis. Por seleções, quando também jogou como lateral direito, ele ganhou a Eurocopa 2 vezes e a Copa de 2010.

É verdade que Piqué tem mais títulos (o zagueiro do Barcelona já foi campeão 32 vezes).

Mas Sergio Ramos é muito mais que um grande zagueiro levantador de taças.

Ele já marcou 116 gols na carreira, número de fazer inveja para atacantes. E pouca gente na história balançou as redes quando seu time mais precisava: que o digam os pobres torcedores do Atlético de Madrid, que viram a chance de ganhar uma Champions virar pó com uma cabeçada certeira de Ramos nos acréscimos.

Sergio Ramos comemora durante jogo entre Real Madrid e Athletic Bilbao
Sergio Ramos comemora durante jogo entre Real Madrid e Athletic Bilbao Juan Manuel Serrano Arce/Getty Images

Mas foi pelo título do Espanhol desta temporada que Sergio Ramos ganhou o direito de falar que é o maior zagueiro (lembrando, não o melhor) da história. Desta vez ele foi o cara. Não havia mais Cristiano Ronaldo. Não estavam Xavi e Iniesta com a camisa da Espanha.

Esqueça por um tempo as entradas desleais e os gols de pênalti duvidosos. Curta a chance de ver alguém que faz tanta história em uma posição que nem sempre é valorizada como deveria.

Comentários

Não adianta implicar: Sérgio Ramos é o maior zagueiro da história

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Culpa da antipatia do Real Madrid? Zidane, técnico mais vitorioso dos últimos cinco anos, não tem o valor que merece

Paulo Cobos

Nesta quinta-feira, Zinedine Zidane pode ser campeão outra vez. Basta o Real Madrid vencer, em casa, o Villarreal para que ele conquiste LaLiga, o 11º título da sua carreira. Isso em apenas cinco anos, e todos pelo clube mais vitorioso da história do futebol.

E serão 11 títulos recheados do troféu mais desejado por um técnico de clube: o francês já ganhou a Champions três vezes, o mesmo que Klopp e Guardiola somados.

Entre os principais treinadores do mundo, desde que Zidane assumiu pela 1ª vez o Real Madrid, na temporada 2015/16, só Guardiola tem o mesmo número de títulos. O espanhol também soma 10 taças no período, mas nunca chegou perto nos últimos cinco anos de ganhar a Champions.

Zinedine Zidane dá instruções a Rodrygo durante a vitória do Real Madrid sobre o Granada
Zinedine Zidane dá instruções a Rodrygo durante a vitória do Real Madrid sobre o Granada Getty

Nesse período, Klopp soma quatro títulos. Simeone apenas dois, assim como o italiano Antonio Conte. Mourinho foi campeão três vezes.

Com um currículo de fazer inveja aos colegas mais badalados, Zidane é apenas o quinto técnico que mais ganha dinheiro no mundo. Nas três temporadas que conquistou a Champions, só em uma foi eleito o melhor treinador da temporada. É difícil até ouvir alguém cogitar seu nome para comandar a seleção francesa.

É verdade que seu Real Madrid está longe de jogar o futebol mais vistoso do mundo. Mas não é possível não dar mais crédito para alguém que ganha taças como troca de roupa.

De sapato, Zinedine Zidane mostra categoria na beira do campo durante Granada x Real Madrid


         

Talvez o relativo desprezo a Zidane tem a ver com o clube em que também foi multicampeão como jogador.

Muitas vezes injustamente, o Real Madrid é acusado de ganhar com ajuda de árbitros e agora do VAR. "É o clube protegido da Fifa, da Uefa", acusam torcedores rivais. É o time que "representa o poder do governo espanhol". É a equipe de Sérgio Ramos, o zagueiro craque que muita gente quer só pintar como um botinudo.

Se fizesse no Barcelona o que faz no Real Madrid, Zidane, aposto, seria muito maior no mundo das aparências.

Comentários

Culpa da antipatia do Real Madrid? Zidane, técnico mais vitorioso dos últimos cinco anos, não tem o valor que merece

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

Títulos e quase R$ 1,5 bilhão no caixa: os motivos que fazem Jorge Jesus uma lenda no Benfica

Paulo Cobos
Paulo Cobos, blogueiro do ESPN.com.br

Benfica já deixou claro que não vai economizar para tirar Jorge Jesus do Flamengo. Não é sem motivo. Durante os seis anos em que passou no mais popular clube português, o treinador tirou o gigante da mediocridade esportiva, fez o clube trocar o vermelho pelo azul em seus balanços e o fazendo lucrar quase um R$ 1,5 bilhão no mercado de jogadores.

Nas 15 edições anteriores à temporada 2009/10, a primeira com Jesus, o Benfica só ganhou o Português uma vez. Com o treinador, foram três títulos em seis anos.  E deixou um legado, tanto que a equipe de Lisboa ganhou outros três títulos nacionais após sua saída.



         

O agora ídolo flamenguista deixou o Benfica vencendo nada menos de 70% dos jogos oficiais que disputou.

E não foi com esquadrões montados na base de dezenas de milhões de euros em contratações que Jesus transformou o clube lisboeta. Segundo o site "Transfermarkt", especializado no mercado da bola, o Benfica vendeu mais do que comprou em cinco das seis temporada com Jesus.

O saldo da diferença entre o que gastou e vendeu nos anos Jesus é impressionante. Sob o comando do treinador, o Benfica teve um superávit de 227 milhões de euros, ou quase R$ 1,5 bilhão pelo câmbio atual, no mercado de jogadores.

Nos anos Jesus, o clube português vendeu nada menos do que 11 jogadores por pelo menos 20 milhões de euros. Alguns por valores que hoje parecem um absurdo exagero: como Fábio Coentrão, que foi para o Real Madrid por 30 milhões de euros.



         

Quando o treinador foi contratado, o Benfica tinha seguidos balanços no prejuízo (no ano da sua chegada, o clube teve um prejuízo de 1,8 milhão de euros). Com a volta dos títulos, a situação mudou, e o clube acumula seis temporada seguidas lucrando, sendo que nos últimos 4 anos teve os 4 melhores resultados de sua história.

Dá para entender o desejo de ter Jesus de volta.


 


Comentários

Títulos e quase R$ 1,5 bilhão no caixa: os motivos que fazem Jorge Jesus uma lenda no Benfica

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

7 motivos para o Brasil inteiro torcer para o Flamengo e esse maldito Carioca acabar hoje

Paulo Cobos

Nesta quarta-feira, o Flamengo pode ser campeão carioca de 2020. Para isso, precisa vencer o Fluminense na decisão da Taça Rio. Se os tricolores triunfarem, a competição continua, com mais dois jogos entre os mesmos times. 

Mas vamos falar claramente: fica difícil pedir para os torcedores do Fluminense secarem o próprio time (ainda que a chance de bater o Flamengo em dois jogos depois seja mínima). Mas qualquer outra pessoa que goste de futebol no Brasil, e também os que não gostam, deveria torcer para que o esquadrão de Jorge Jesus liquide a fature hoje.

Jogadores do Flamengo comemoram gol sobre o Fluminense em duelo pela Taça Guanabara 2020
Jogadores do Flamengo comemoram gol sobre o Fluminense em duelo pela Taça Guanabara 2020 Flamengo

Assim, esse pesadelo de 2020 que virou o 'campeonato mais charmoso' vai acabar. O blog lista sete motivos para que todo mundo hoje seja rubro-negro:

Ficar pelo menos 8 meses sem ouvir falar da Ferj
Federação estadual no Brasil quase sempre é sinônimo de atraso. Mas a do Rio se supera. Organização nunca foi seu forte, mas a bagunça que montou agora bate recordes. Um regulamento esdrúxulo, a pressa na volta do campeoanato mesmo com as centenas de mortes no Rio todos os dias e a nebulosa cobrança de taxas dez vezes maior a Botafogo e Fluminense são uma vergonha. Que bom seria ficar até 2021 sem que ela seja notícia.

O TJD, e suas bizarras decisões, voltar para o anonimato
Tribunais esportivos costumam ser palco para quem adora aparecer. Mas o TJD do Rio ultrapassou todos os limites. Ao entrar na discussão se o Fluminense deveria compartilhar com o Flamengo seu direito de transmitir a decisão da Taça Rio, o tribunal parece querer estar até acima de uma lei federal. Que Gabigol os envie para o anonimato.

Sem mais jogos ao lado de hospital de campanha
Poucos metros de distância separam o gramado do Maracanã do hospital de campanha montado para receber os doentes de COVID-19. Que nunca mais o futebol seja insensível a ponto de dividir o espaço onde profissionais da saúde tentam salvar vidas e pessoas morrem.

Sem mais chance de jogadores contaminados transmitirem o vírus
No dia da final da Taça Rio, o Flamengo anunciou que afastou um jogador por que ele deu positivo para o coronavírus. Que o campeonato do Rio acabe hoje, e os clubes tenham mais tempo para criarem protocolos mais seguros e que os atletas não corram risco de infectar ou serem infectados.

Acabar o festival de 'notas oficiais' nos sites dos grandes sobre tudo, menos futebol
Com tanta confusão, os sites dos quatro grandes ganharam um ar soturno em suas listas de notícias. Ao lado de informações e entrevistas sobre os jogadores, longos textos explicando o que muitas vezes parece ser impossível de ser explicado, como posições sobre coronavírus, resposta à crítica de jornalista e medidas provisórias do governo.

Flamengo tem trio que vale mais que o Fluminense inteiro e goleia rival em site especializado; veja os valores

O Flamengo parar de jogar e analisar sua arrogância que não tem fim
Tudo indica que Jorge Jesus vai ganhar seu quinto título em menos de um ano de clube. Campeão nesta quarta-feira, o Flamengo vai ficar um mês sem jogar. Quem sabe com menos holofotes os cartolas da Gávea pensem bem no que fizeram nas últimas semanas. O excesso de arrogância uma hora cobra o preço.

Não dar mais munição para quem já decretou que o campeonato virou o 'Carioquinha'
Os Estaduais, um dia, vão morrer. Mas o que fizeram os cariocas com seu campeonato em 2020, ao que tudo indica, vai apressar seu enterro. Poucas vezes quem o chama de "Carioquinha" teve tantos motivos para isso.

Comentários

7 motivos para o Brasil inteiro torcer para o Flamengo e esse maldito Carioca acabar hoje

COMENTÁRIOS

Use a Conta do Facebook para adicionar um comentário no Facebook Termos de usoe Politica de Privacidade. Seu nome no Facebook, foto e outras informações que você tornou públicas no Facebook aparecerão em seu cometário e poderão ser usadas em uma das plataformas da ESPN. Saiba Mais.

mais postsLoading