Rubro-negros ainda pensam em Renato 'Gaúcho' Portaluppi, hoje mais perto de uma renovação com o Grêmio

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN
Renato Gaúcho retornou em setembro de 2016 ao comando do Grêmio e ganhou quatro taças
Renato Gaúcho retornou em setembro de 2016 ao comando do Grêmio e ganhou quatro taças Getty

A renovação do contrato de Renato "Gaúcho" Portaluppi com o Grêmio está bem encaminhada. O técnico campeão da Copa Libertadores vem discutindo com os dirigentes tricolores há algum tempo sobre a extensão do compromisso. A eliminação diante do River Plate na semana passada não mudou em nada o interesse do clube, que deseja contar com ele em 2019. 

Renato já foi aconselhado por pessoas próximas a seguir no comando do elenco gremista. Ele retornou em setembro de 2016 e desde então renovou duas vezes seu contrato, que termina ao final de 2018. O Flamengo tentou contar com ele durante a atual temporada, mas o treinador preferiu permanecer à frente do time com o qual também ganhou Copa do Brasil, Recopa e Gaúchão.

Diante do possível novo assédio do clube carioca, que está às vésperas da eleição presidencial, o melhor cenário para os gremistas é o fechamento de um novo acordo o quanto antes. Obviamente o futuro presidente do Flamengo só poderia formalizar um compromisso com Renato "Gaúcho" Portaluppi após o pleito, que está marcado para 8 de dezembro, um sábado.

Apoiadores do candidato de oposição, Rodolfo Landim, conversaram com pessoas próximas a Renato, que deve ser procurado por integrantes da chapa situacionista, do atual vice-presidente de futebol, Ricardo Lomba. O treinador não pretende se reunir com outro clube antes de definir se permanece no Grêmio, cujo presidente, Romildo Bolzan, tem mandato até o final de 2019.

De folga, Renato está no Rio de Janeiro, onde mantém sua casa, com volta prevista a Porto Alegre para terça-feira. Ele voltará a treinar o time do Grêmio na quarta. Domingo, na Arena, às 17 horas, o adversário será o Vasco. A equipe está a dois pontos do seu objetivo imediato, alcançar o São Paulo na luta pela quarta colocação no Brasileiro, que dá vaga na fase de grupo da Libertadores. 

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Fla perde último clássico na 'Era' Bandeira de Mello, que colecionou fracassos contra Flu, Bota e Vasco

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

A derrota para o Botafogo por 2 a 1 no Estádio Nilton Santos, o Engenhão, praticamente sepultou as esperanças de título brasileiro do Flamengo em 2018, último ano de mandato do presidente Eduardo Bandeira de Melo, iniciado em 2013 e marcado por um fraco desempenho nos confrontos com os rivais cariocas, mesmo com muito mais dinheiro e, consequentemente, investimentos. O aproveitamento rubro-negro nesses seis anos foi de 52% diante do trio, com 30 vitórias, 27 empates e 18 derrotas.

Neste ano, o Flamengo foi eliminado da Taça Rio pelo Fluminense e da final Estadual tendo como algoz também o Botafogo. Os tricolores ainda aplicaram um 4 a 0, a maior goleada do Fla-Flu em 29 anos. Já o Vasco, time carioca de pior campanha no Campeonato Brasileiro e lutando contra o rebaixamento, não foi derrotado pelos rubro-negros na atual Série A, empatando em Brasília no returno em função de um gol contra quando, muito desfalcado, merecia derrotar o time de vermelho e preto. 

Segundo o site Transfermarket, o elenco do Flamengo está avaliado em € 76,2 milhões (R$ 322,5 milhões) , um dos dois mais caros do Brasil ao lado do Palmeiras, com € 76,9. 0 do Botafogo vale € 31,3 milhões (R$ 132,4  milhões), o do Vasco registra € 30,1 milhões (R$ 127,4  milhões) e o do Fluminense € 28,7 milhões (R$ 121,5  milhões). Isso significa que, sozinho, o grupo de jogadores rubro-negros tem valor de mercado equivalente a mais de 85% da soma de investimentos dos três outros cariocas.

Dizem que dinheiro não é tudo. Alguma dúvida?

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Dudu, Paquetá, um Palmeiras com fome de troféus e esse Flamengo que prefere o 'cheiro' dos euros

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN
Marlos, após empatar o jogo, deixou Paquetá em excelentes condições: mandou a bola em Milão
Marlos, após empatar o jogo, deixou Paquetá em excelentes condições: mandou a bola em Milão Reproduçao TV

 

Maracanã, sábado. Lucas Paquetá teve a bola do jogo, foi displicente. Poderia fazer história no Flamengo, pelo jeito não fará, prefere ser reserva num Milan decadente que sequer disputa a Champions League, nem faz cócegas na Juventus e perde para a Internazionale. O futuro dele foi decidido pelo imediatismo dos euros, por empresário e familiares. A bola era para bater com força e convicção, como Marlos (pasmem) Moreno fez instantes antes. Tentou uma colocadinha infeliz. Mais limitados como Henrique Dourado, por exemplo, provavelmente não perderiam tamanha oportunidade.

Coisas do Flamengo, onde outro problema (gravíssimo) é a lateral-direita. Uma herança terrível de Rodrigo Caetano, com a chancela presidencial. Em compensação o ex-diretor-executivo contratou Renê, de ótimo custo-benefício, um jogador correto e regular. Pará errou pateticamente no gol. Mas o que esperar de uma gestão que até pouco tempo atrás discursava protegendo jogadores e sem a menor capacidade crítica para avaliar suas deficiências?  Míope diante da incapacidade de alguns atletas diante da missão que é vestir a camisa do Flamengo num momento de ambições e grande investimento.


O clube paga pelos seus erros, demorou a se mexer, a mudar de técnico, perdeu para o Corinthians e não venceu o Palmeiras quando o triunfo era vital. Mais uma decepção parece se aproximar dos rubro-negros, que ainda assim insistem em lotar o Maracanã. Quanto aos palmeirenses, além de terem buscado a tempo, com êxito até aqui na Série A, um novo treinador, seguraram Dudu quando este se mostrou disposto a ir para a China. Podem até negociá-lo, mas naquele momento, no meio da temporada, tal possibilidade sequer foi admitida pelos dirigentes do clube paulista. Corretíssimo.

Já os do Flamengo, ávidos por mais alguns zeros no balanço financeiro, venderam Paquetá quase três meses antes da reabertura da janela internacional de contratações. É  cheiro dos euros. Dudu esqueceu pelo menos momentaneamente os dólares dos chineses, se concentrou no Palmeiras, voltou a jogar muito bem e fez o gol importantíssimo na única chance que teve no duelo do Maracanã. O camisa 7 alviverde anda com a cabeça 100% no seu atual time. Mirou e acertou o gol. Quanto a Paquetá, teve mais chances até, falhou na maior delas. Chutou longe. Em Milão. Sua cabecinha já parece por lá.


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Entrevista: rival do Grêmio na Libertadores, River investe em estudo para reconquistar a América

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN
Gustavo Grossi é o Diretor Esportivo e CEO do River Plate: de um total de 160 inscritos, 12 brasileiros
Gustavo Grossi é o Diretor Esportivo e CEO do River Plate: de um total de 160 inscritos, 12 brasileiros Divulgação

Semifinalista da Copa Libertadores, o River Plate está investindo no estudo conjunto desenvolvido pelos diferentes níveis de seu futebol, dos garotos mais novos aos profissionais. Oferece curso, aberto, que proporciona diploma de Diretor Esportivo de Futebol profissional e que faz parte desse projeto, com aulas que podem ser online ou ao vivo.

Gustavo Grossi é o Diretor Esportivo e CEO dos Millonarios. A máxima autoridade desde a base do clube e não só coordena, como ministra o curso, que aborda todos os temas que devem ser dominados por um Diretor Esportivo. Ao lado de outros profissionais, as aulas englobam as diversas funções e têm como alvo treinadores, gerentes de futebol, preparadores físicos, jogadores, advogados, jornalistas... 

O blog entrevistou o CEO do River Plate para entender o projeto e o quão relevante esse tipo de ação é para o desenvolvimento do clube, que depois de passar pela segunda divisão em 2012 ganhou todos os títulos possíveis no continente. E pode levantar mais uma Libertadores em mais quatro partidas

Qual é o público alvo do curso?
É basicamente destinado a qualquer pessoa que se dedica à gestão de futebol profissional, incluindo um público como gerente de esportes, um jogador com grande experiência, ex-jogadores, treinadores físicos, jornalistas, agentes de jogadores, gestores e todos os profissionais que cercam o desenvolvimento de um clube.

Como pode ser feito por quem mora no Brasil?
Nestes momentos utilizamos a ferramenta do grupo fechado ao vivo do Facebook para a visualização ao vivo ou aula gravada, ao mesmo tempo a tela da Universidade do River Plate.

O CEO do River Plate em palestra com meninos da base: integração em todas as categorias do clube argentino
O CEO do River Plate em palestra com meninos da base: integração em todas as categorias do clube argentino Divulgação

Quantos brasileiros estão matriculados?
De um total de 160 são 12 brasileiros inscritos até agora. Calculamos vários outros. Entre os estudantes está o Isaias Tinoco, supervisor com vasta experiência no futebol brasileiro (trabalhou por anos no Vasco e no Flamengo) e para todos nós orgulhosos de estar realizando uma troca de conhecimentos entre os dois países.

O curso será levado ao Brasil em 2019?
Devido às características do mesmo acho que é possível acontecer, consideramos que é uma ferramenta a ser levada em conta para aqueles que se dedicam completamente a este esporte e buscam profissionalizar sua paixão. Portanto, a demanda pode ser muito importante e ditar isso no Brasil é um dos nossos objetivos.

Quais são as disciplinas do curso?
Entre outros pontos, Diretor de Esportes, a organização do futebol profissional, marketing esportivo, imprensa e comunicação, secretariado técnico e gerente de futebol profissional. 

Qual o perfil dos alunos?
São aqueles que estão interessados em dar um salto de qualidade com base no estudo e conhecimento específico de todas as áreas que compõem o desenvolvimento do futebol na América do Sul.

Grossi em evento no Brasil, representando o River Plate: brasileiros pagam R$ 450 para concluir o curso
Grossi em evento no Brasil, representando o River Plate: brasileiros pagam R$ 450 para concluir o curso Divulgação

Quais são as deficiências dos profissionais que atuam no Mundo do Futebol?
Há poucas oportunidades educacionais oferecidas em nosso continente e também não temos os mesmos requisitos e a economia com a qual conta a Europa para formação. 

O que é feito na Argentina na gestão esportiva e o que pode ser adotado no Brasil?
O que ambos os países desenvolvem é semelhante no marketing, em parcerias, no jurídico. Em tudo o que envolve a bola fora do campo de jogo. Mas ambos os países podem, sem dúvida, contribuir diretamente para o recrutamento de talentos, a profissionalização das escolas e do método de formação. Sem dúvida, no momento em que os critérios forem unificados e as duas ligas serão fortalecidas e ambos estarão, sem dúvida, entre as cinco melhores do mundo.

E o que é feito na Europa e ainda não adotado na América do Sul na gestão do futebol profissional?
A Europa possui, desde os anos 1990, um modelo educativo diretamente voltado à profissional, à evolução. Definiram como uma política de Estado e as diferenças no investimento e dedicação ao longo das últimas três décadas são enormes. A partir do que acontece lá podemos refletir e concluir que muitos países têm sido capazes de equilibrar em seus desenvolvimentos de futebol. Da mesma forma é sempre bom poder começar como são essas oportunidades.

Ignacio Scocco, goleador do River (no destaque), durante a cerimônia na qual os alunos receberam seus diplomas
Ignacio Scocco, goleador do River (no destaque), durante a cerimônia na qual os alunos receberam seus diplomas Divulgação

Qual o custo do curso e quantas horas/aula, aulas presenciais, online, etc.?
O custo nesta primeira oportunidade, por ser seu lançamento e procurando que todos os países do continente pudessem se desenvolver, tinha de ser baixo. Os professores e a universidade não tinham como objetivo o rendimento econômico, mas sim democratizar o conhecimento. Estudantes brasileiros pagam R$ 450 para obter o diploma inteiro em oito aulas, duas horas a cada terça-feira, numa duração total de 16 horas.

O investimento em estudos, em conhecimento, já se reflete na base do River Plate, na revelação de atletas?
O futebol de hoje precisa de jogadores inteligentes, portanto, tudo o que lhes dá a chance de pensar será um salto de qualidade para a formação integral deles.

Poderia citar alguns que já estão entre os profissionais e que surgiram dessas iniciativas acadêmicas do clube?
Do ponto de vista dedutivo, faço parte dos profissionais de futebol que, além de terem sido atletas de base e sem uma carreira profissional em futebol profissional, conseguiram desenvolver projetos em grandes clubes da América, mas a tendência de preparação na Europa é determinante para essas posições dentro desse continente, enquanto na América está chegando lentamente. Jogadores profissionais como Ponzio e Scocco são graduados, fizeram o curso.

Leonardo Ponzio, capitão do River Plate, que seguiu no clube mesmo quando caiu para a 2ª divisão, fez o curso
Leonardo Ponzio, capitão do River Plate, que seguiu no clube mesmo quando caiu para a 2ª divisão, fez o curso Divulgação

Como esses estudos beneficiam vocês no campo hoje?
De acordo com a palavra dos jogadores, este diploma permitiu não apenas compreender e compreender melhor o desenvolvimento do futebol em todas as áreas, mas também conhecer os detalhes do que acontece fora do campo em favor dos jogadores e da equipe técnica na profissionalização de cada clube. E também lhes dá uma maior clareza da profissão que gostariam de ter uma vez terminada a sua carreira como atleta.

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Após eliminações, São Paulo treina 7 semanas inteiras e não vence. Saudades da ‘Sula’?

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

Diego Aguirre, treinador do São Paulo: sete semanas livres de treinos, nenhuma vitória
Diego Aguirre, treinador do São Paulo: sete semanas livres de treinos, nenhuma vitória Gazeta Press


São seis jogos sem vitória, desde o 1-0 sobre o Bahia, em 8 de setembro. E não é só. No São Paulo em queda livre as semanas inteiras dedicadas aos treinamentos, sem jogos às quartas e quintas-feiras, não resultam em nada.

Primeiro o time saiu da Copa do Brasil, mas desde a eliminação da Copa Sul-americana pelo Colón, na Argentina, já são sete partidas disputados em sábados e domingo após dias úteis sem compromissos. Nenhuma vitória, cinco empates (dois 0-0) e três pelejas sem marcar.

Definitivamente não jogar outros torneios e contar com intervalos de seis a oito dias entre um cotejo e outro não tem pesado rigorosamente nada. O técnico Diego Aguirre até muda a escalação, busca soluções...

Mas não as encontra, tampouco agrega nova forma de jogo à equipe. Deve ter muito são-paulino por aí arrependido por ter acreditado na tese de que o desempenho melhoraria com tempo para treinar e descansar. 

Certamente esses sentem saudades da ‘Sula’, a Copa Sul-americana.

Treinar pra que?
Resultados após semanas livres só com treinamentos:
Domingo 2/9 1-1 Fluminense (C)
Domingo 16/9 0-0 Santos (F)
Sábado 22/9 1-1 América (C)
Domingo 30/9 2-2 Botafogo (F)
Sábado 6/10 0-2 Palmeiras (C)
Domingo 14/10 1-3 Internacional (F)
Sábado 29/10 0-0 Atlético-PR (C)

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No reino do 'jogo reativo', quem 'gosta' da bola no Brasileirão? Veja a posição de seu time no ranking

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN
Luan, do Grêmio, em meio aos jogadores do Atlético-PR no jogo do início do Campeonato entre os então times de mais posse de bola
Luan, do Grêmio, em meio aos jogadores do Atlético-PR no jogo do início do Campeonato entre os então times de mais posse de bola Divulgação / Grêmio

Está na moda não é de hoje. O futebol praticado no Brasil é caracterizado pela quase ojeriza à bola. Equipes com orçamentos diversos, dos maiores aos menores, aderem a estratégia do deixar a pelota com o adversário. Sim, ela parece ser mesmo um problema, não a solução. São os times "reativos", ou seja, que reagem ao se fechar e sair em estocadas eventuais na busca pelo gol. E dentro de tal proposta, na maior parte do tempo a ideia é deixar mesmo o manejo da redonda com o adversário.

Dos 11 dos 20 times da Série A têm menos de 50% de posse de bola, em média, nos jogos do Campeonato. O São Paulo, que liderava até duas rodadas atrás, é um dos quatro piores no quesito. Quando ainda era treinado por Fernando Diniz, antes da disputa da Copa do Mundo, o Atlético Paraense tinha média de 60,5%, único time a alcançar mais de 60% como marca.

Se o Grêmio, quinto na classificação em pontos ganhos, já trocou 12.989 passes completados, o Internacional, vice-líder, acumula 9.742. Já o Palmeiras, líder, 9.391. O São Paulo, que esteve por um bom tempo no topo da tabela, registra 8.261, ou seja, os tricolores paulistas têm média equivalente a apenas 63% dos passes trocados pelos gremistas.

Entre os finalistas da Copa do Brasil, interessante observar que apesar da fama de retranqueiro com Jair Ventura nas fases decisivas do mata-mata, o Corinthians é quarto em posse de bola no geral e segundo em passes trocados no Campeonato, com 12.028. Em boa parte, herança de Osmar Loss, pois com o atual treinador o time cai para quarto.

Um reflexo de uma gradual movimentação do campeão de 2017 para a reatividade futebolística. Os corintianos caminham na direção do seu adversário na decisão da Copa, o Cruzeiro, que com um dos mais fartos elencos da primeira divisão, troca passes numa proporção próxima da que apresenta o Vasco em sua luta contra o rebaixamento.

Confira a lista dos times e o percentual de posse de bola que cada um possui no Campeonato Brasileiro da primeira divisão em 2018. Os números são da ferramente utilizada pelo Data ESPN, o TruMedia.

Posse de bola (média):
1 Grêmio 56,4%
2 Flamengo 55,6%
3 Atlético-MG 55,6%
4 Corinthians 55,1%
5 Atlético-PR 54,9%
6 Santos 52,7%
7 Vasco 7 51,0%
8 Palmeiras 50,9%
9 Cruzeiro 50,7%
10 Fluminense 49,5%
11 Internacional 49,5%
12 Sport 48,0%
13 Chapecoense 47,4%
14 Bahia 47,3%
15 Vitória 47,2%
16 São Paulo 46,8%
17 Botafogo 46,6%
18 América 45,5%
19 Ceará 43,9%
20 Paraná 43,6%

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Como jogadores devem investir e enviar dinheiro para o Brasil? Histórias bizarras de grana e bola

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

 

Como jogadores de futebol devem preparar o futuro? De que maneira podem remeter dinheiro legalmente para o Brasil quando atuam no exterior? E os que mergulham na vida nababesca, gastando muito além do razoável, correm risco de em alguns anos passar sufoco quando poderiam relaxar com as economias feitas ao longo da carreira? Para entender tais situações, o blog conversou com Marcelo Claudino da Top Soccer, empresa que presta serviços de assessoria financeira, contábil e jurídica para atletas e treinadores do futebol profissional no Brasil e no exterior. "Nossa ideia é ajudar em diferentes frentes, como na gestão patrimonial", resume.

 A maior demanda envolve as esferas contábil e fiscal para regularização de situação junto à Receita Federal e defesa de casos que já foram objeto de autuação pelo Ministério da Fazenda. "Desde 2013, centenas de profissionais do futebol atuando no Brasil e no exterior foram autuados pela Receita Federal. Existe também uma demanda cada vez maior pela educação financeira através da qual os atletas pretendem entender melhor como rentabilizar melhor seus investimentos sem assumir riscos desnecessários", conta.

 As dúvidas mais comuns dos profissionais do futebol referem-se às vantagens e desvantagens da aquisição de determinados tipos de imóveis e viabilidade ou não de abertura de negócios próprios. Com a taxa de juros em patamar muito baixo, querem também se informar melhor das alternativas para rentabilizar melhor seus investimentos. "A cada dez atletas, oito não dominam o conhecimento necessário para gerir minimamente seu patrimônio. Muitos gerem por conta própria, mas é muito comum perderem dinheiro em operações corriqueiras, como a compra e venda de bens", cita.

 Uma das questões mais comuns envolve a ida para o exterior. Em geral o profissional não sabe bem o que fazer. Muda de domicílio? Onde pagará os impostos? "Primeiro é feita uma avaliação do contrato, do prazo e em que país irá atuar, a legislação local. A comunicação de saída definitiva junto à Receita Federal é o caminho mais seguro para evitar-se questionamentos futuros, pois define de imediato o novo domicílio fiscal do atleta ou treinador. Com isso, o profissional do futebol consegue, ainda que seja minimamente tributado no exterior, internalizar praticamente a totalidade dos recursos, ou seja, fazer com que fiquem somente no Brasil, livre de impostos".

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 A comunicação de saída definitiva acarreta em abertura de uma conta específica junto ao Banco Central para o recebimento exclusivo de câmbio e salários oriundos do trabalho no exterior. É uma conta que tem controle em tempo real pelo Banco Central devido às questões de evasão ilegal de divisas e lavagem de dinheiro. E há histórias que beiram o bizarro.

 “Conhecemos, certa vez, um atleta, que não chegou a trabalhar conosco, que gastou R$ 100 mil em uma semana apenas com lazer e supérfluos. É difícil precisar qual o mais desorientado pois, por incrível que se possa imaginar, os perfis são bastante heterogêneos apesar de estarem ligados ao mesmo nicho. Há atletas que sentimos que podemos contribuir ainda mais para o seu amadurecimento porque não tiveram total atenção da família em sua formação ou deixaram o convívio da família muito cedo para lutar por um espaço no futebol", explica Marcelo Claudino.

 O contraponto está em profissionais que têm maior curiosidade por temas ligados à finanças e aptidão para a área de investimentos. Casos de Fillipe Soutto (Vitória), Yuri (Botafogo-SP) e Léo (Cruzeiro), que têm muito interesse e gosto por tais assuntos. Já as mulheres dos jogadores muitas vezes são responsáveis pela iniciativa de contratação dos serviços especializados da empresa. "Elas costumam querem auxiliar seus parceiros a manter um orçamento equilibrado e a poupar para o futuro".

 Faz sentido. Entre os erros mais comuns que jogadores de futebol e atletas de outras modalidades cometem por não ter assessoria especializada estão a imobilização do capital em sociedades (negócios) com terceiros, exagero na compra de imóveis, erro na escolha de pessoas para as quais estabelecem poderes (procurações), alto padrão de vida negligenciando o pós-carreira e falta de critérios para investir seus recursos financeiros.

 Um atleta brasileiro procurou a empresa para ajudá-lo com a documentação para providenciar seu casamento no país em que atuava. A burocracia era grande pois o casamento teria que ser feito no consulado brasileiro distante cerca de 500 quilômetros da cidade em que vivia. Após todo o trabalho, o casamento foi realizado e o atleta já saiu do consulado com sua certidão de casamento. Problema resolvido: sua esposa poderia agora pedir a residência temporária no país e ficar junto a ele durante todo o contrato. "Dois dias depois, o atleta entra em contato com a seguinte dúvida: 'É verdade que se eu separar, eu terei que pagar pensão?'"

 Em outra ocasião, um atleta que jogava na China precisava transferir US$ 300 ml para o Brasil e procurou a empresa para ajudá-lo após uma grande trapalhada. Ele recebeu uma mensagem truncada do intérprete induzindo-o a entender que só seria possível, como estrangeiro, enviar ao Brasil US$ 50 mil por ano. Ansioso para enviar a quantia e sem verificar a informação recebida, dividiu o dinheiro em 3 partes e o transferiu para a conta de três jogadores chineses do time. 

"O câmbio foi feito por cada um dos chineses para o banco do atleta no Brasil. Naturalmente, as três operações de câmbio foram bloqueadas pelo Banco Central pois não tinham lastro e uma documentação que as justificasse. Informamos a ele que a única maneira de recuperar seu dinheiro era retornar o dinheiro para os chineses, receber os recursos em sua conta na China e refazer todo o processo. Fez-se um silêncio sepulcral ao telefone até que ele finalmente falou: 'Mas eu briguei com eles'".

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Dorival Júnior diz que ação contra o Flamengo foi resolvida; clube não confirma e anuncia sua contratação

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

O blog manteve contato com o técnico Dorival Júnior, antes de ser anunciado oficialmente como técnico do Flamengo. O treinador esperava a definição e disse que não há mais entraves na Justiça entre ele e o clube carioca, o que a agremiação carioca não confirma, porém.

Está de volta ao Flamengo?

Dorival Junior: Ainda não fechou, tivemos um contato hoje, estou no aguardo.

Tem visto os jogos do time?

Dorival Junior: Vi vários, estava acompanhando todos os campeonatos..

O Flamengo tem grande dificuldade em fazer os gols, mesmo com posse...

Dorival Junior: Eu vi, tem posse, falta penetração.

Você ainda tem uma ação na justiça contra o Flamengo, o entrave é esse?

Dorival Junior: Não, a ação foi resolvida.

Houve acordo?

Dorival Junior: Sim, há 40 dias.

Diziam há algum tempo que por questões pessoais você não poderia voltar ao trabalho naquele momento, isso procede? Já foi equacionado?

Dorival Junior: Sim., mais tranquilo.

A definição com o Flamengo sai hoje?

Deve sair, me posicionaram dessa forma. Me sinto mais confiante para um retorno e acreditando muito.

Comandará o time sábado contra o Bahia, em Salvador?

Dorival Junior: Dependerá do tempo.

Posteriormente, o blog entrou novamente em contato com Dorival Junior, que reafirmou ter chegado a acordo com o clube em relação a pendência, embora ainda não haja nada assinado.

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Eliminação cara no Flamengo: Bandeira sofre derrota ao buscar empréstimo para fechar contas de 2018

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

Eduardo Bandeira de Melo, que deixará a presidência do Flamengo ao final de 2018
Eduardo Bandeira de Melo, que deixará a presidência do Flamengo ao final de 2018 Reprodução


A eliminação da Copa do Brasil 28 dias depois da queda na Libertadores abalou as estruturas financeiras do Flamengo. O clube esperava contar com as premiações destinadas aos finalistas e campeões, mas fracassou em ambas. Assim, em final de mandato, a gestão Eduardo Bandeira de Melo enfrenta dificuldades para fechar as contas de 2018 no azul, e busca antecipação de receitas do ano que vem, quando ele não mais será o presidente. Mas o pedido foi rejeitado pelo Conselho de Administração na noite desta quinta-feira por 27 a 13.  Dos 102 integrantes do COAD, pouco mais de uma dezena marcou presença para apoiar o pedido, o que evidencia o quão em baixa está o mandatário.

Antes, integrantes do Conselho de Administração do Flamengo receberam documento onde se lê: "Ficam convocados os senhores membros (...) para a reunião extraordinária que se realizará no próximo dia 27 de setembro de 2018, quinta-feira (...)". Entre os itens em pauta a "apreciação e votação da proposta de readequação ao orçamento de 2018(...)".

Mais: "apreciação e votação da proposta da Captação de Recursos através de Cessão de Recebíveis com o Banco BMG S/A tendo como garantia os recebíveis da Adidas de Abril de 2019 (...)". E ainda "apreciação e votação da proposta de Captação de Recursos através de Cessão Definitiva dos Direitos dos Recebíveis com o Banco BGB Westton, referente a (sic) venda do atleta Felipe Vizeu para o Clube Udinese (...).

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"Se não entrar a final da Copa do Brasil, terei um problema", Márcio Garotti, diretor financeiro do Flamengo, em entrevista ao jornal O Globo.

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Em entrevista ao jornal O Globo quatro dias antes da derrota para o Corinthians, o diretor financeiro do Flamengo, Márcio Garotti, revelou o déficit causado pelas contratações de jogadores, que não deram retorno: "A balança é negativa. Tínhamos previsão que fosse positiva em R$ 5 milhões. Mas se gastou mais para contratar os reforços. Temos R$ 16 milhões negativos em relação a saída e entrada de jogadores este ano" — clique aqui e leia na íntegra.

Garotti falou ainda sobre as possíveis premiações por resultados nas competições: "Não tenho a passagem para a final da Copa do Brasil projetada. A Libertadores havíamos projetado as quartas de final. Mas estamos na semifinal da Copa do Brasil. Nessa readequação, coloquei alguns riscos que a gente tem e oportunidades. Se não entrar a final da Copa do Brasil, terei um problema. E vou ter que contar com outras coisas".

Cláudio Pracownik era o vice-presidente de finanças e administração, deixou a diretoria há pouco mais de dois meses e apoia a chapa oposicionista, de Rodolfo Landim, na eleição presidencial de dezembro. Pela situação o candidato é Ricardo Lomba, atual vice de futebol, apoiado pelo presidente Bandeira de Melo. Procurado pelo blog, Pracownik preferiu não se manifestar a respeito.

A matéria de O Globo explica ainda que "o clube contará, no empréstimo previsto, com R$ 14 milhões do contrato de 2019 da Adidas e R$ 7,4 milhões referentes a parcelas antecipadas da venda de Vizeu". Justamente temas em pauta na reunião do Conselho de Administração. Ao final, o diretor financeiro diz ao jornal carioca que  "a fábrica do Flamengo é fazer títulos". Se isso fosse verdade, na atual gestão ela teria falido.

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Eliminação cara no Flamengo: Bandeira sofre derrota ao buscar empréstimo para fechar contas de 2018

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O renascimento de um treinador que faz o elenco do 18º orçamento da Série A jogar com a bola. E bem

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

De finalista da Libertadores a técnico que ficou três anos sem comandar um time profissional. Adilson Batista sumiu do mercado depois que se desligou do Joinville, então na primeira divisão em 2015. Reapareceu em julho à frente do América, depois que Enderson Moreira trocou o clube mineiro pelo Bahia.

O Coelho reagiu não apenas na classificação como no desempenho em campo. Era 17º da Série A, abrindo a zona de rebaixamento, com 14 pontos em 14 jogos, quatro vitórias e oito derrotas. Hoje ocupa a 13ª posição. Em 12 partidas fez 17 pontos, venceu mais quatro vezes, mas só perdeu três pelejas.

Enfrentou o São Paulo (líder), Palmeiras (2 º colocado), Internacional (3º) e (Flamengo (4º) e não perdeu para nenhum. Melhor: derrotou o time gaúcho logo na estreia do treinador, com nova vitória em seguida, sobre o Santos. O time que acertava 303 passes por jogo elevou a média a 381, segundo o Footstats.

Sábado buscou o 1 a 1 no Morumbi em jogada que levou 65 segundos, com 49 toques na pelota dados por 10 jogadores. Até o goleiro João Ricardo participou — veja o vídeo abaixo. Como fazer isso com o 18º elenco, em investimento, entre os 20 times da primeira divisão, segundo o site Transfermarkt? Essa é uma das perguntas que o blog fez a Adilson Batista.

Fale sobre o gol de sábado, como preparar a equipe para aquilo?
Eu tive a sorte de fazer um jogo por semana, isso para futebol brasileiro é importante e foi para mim, pois cheguei no meio do caminho, com o time na zona de rebaixamento, precisava conhecer os atletas, resgatar autoestima, confiança, não sofrer tantos gols como vinha sofrendo. Era preciso arrumar setor defensivo, processo de construção, trabalhar o último terço para aumentar o poder de finalização. Assim as coisas foram melhorando. Se você olhar o meu jeito, como a gente gosta, sempre gostei de ter a posse, claro que com intensidade, velocidade, dinâmica, saídas rápidas, mas é um processo que por jogar uma vez por semana me ajuda a desenvolver coisas que eu gosto. Mas tenho que entender também que às vezes as características do meu elenco não oferecem a condição. Já foram 12 formações diferentes.

Mas você treinou isso?
O São Paulo é um time de transição e que usa bem o corredor, dos 24 gols fez 14 por dentro, tinha a penetração do Hudson, a bola chega no Nenê e no Diego Souza, e eles podem desequilibrar. Então tentei preencher o meio e valorizar a posse de bola. Claro que trabalho, dou ênfase e sempre dei a tudo isso, à posse de bola, inversões, penetrações, recomposição. Eu levo muito jogo a jogo, gosto de dar treino e procuro trabalhar em cima do próximo jogo e das características do próximo adversário.

O América não perde para os times de cima, por que?
O time teve bons momentos nesses jogos. Cada partida teve sua característica, mas sufoco mesmo tomei na Vila (Belmiro) no meu segundo jogo.

Nota-se que mesmo com o calendário longe do ideal, é possível treinar e agregar algo ao time...
Com uma semana livre dá para fazer coisas boas. Se o horário fosse mais adequado, seria melhor. Por que jogar às 16 horas? Um pouco mais tarde está mais fresco e o jogo fica mais intenso, tudo isso interfere. Tem a logística, às vezes temos que sair do Nordeste e ir até São Paulo para depois embarcar para Belo Horizonte. Perdemos uma noite na cidade onde jogamos e isso atrapalha o processo de recuperação. Os times de São Paulo e Rio não têm esse problema por que existem muitos voos.

Você deu entrevista recente criticando a estrutura do futebol brasileiro e disse que vê Premier League, não a Série B do Brasileiro. O que consegue extrair dos jogos da liga inglesa, entre outras?
Não é falta de respeito à Série B. O contexto foi o seguinte: reclamei do horário, da falta de tempo de recuperação, do calendário. Eu gosto de ver jogos intensos, vejo futebol argentino, os times do (Jurgen) Kloop. Por que não temos isso? Por desperdiçarmos 23 datas no Estadual, jogamos em horário inadequado, não há tempo de recuperação. Precisamos melhorar. Nem os árbitros têm tempo para se recuperar. É muita coisa que precisa ser melhorado. É evidente que vejo (a Premier League) porque a dinâmica é maior, o jogo é mais intenso, lá estão os melhores e há mais organização. Se olharmos Corinthians x Grêmio há dois anos, Atlético x Flamengo, fizeram bons jogos, mas a gente quer mais.

Adilson comanda treino do América: reação, fuga do rebaixamento e gol com longa troca de passes no Morumbi
Adilson comanda treino do América: reação, fuga do rebaixamento e gol com longa troca de passes no Morumbi Mourão Panda/divulgação

No que estamos mais atrasados em campo?
Pecamos na tomada de decisão. Fazemos escolhas erradas. O processo de formação para essa roda girar, digamos que seja de oito anos, o jogador vai dos 12 aos 20. Para você formar tem três eleições num clube, isso muda tudo, arrebenta tudo, ensinamento, metodologia. É um caminho no qual ficamos reféns de parte política, de um monte de coisas, é um atraso. 

Por que tantos times brasileiros jogam "sem a bola"?
Não é questão de emprego ou segurar o emprego, limitação. Acho que a compactação, a velocidade, a intensidade aumentou muito em nosso jogo. Às vezes é questão técnica mesmo. Discutimos porque não ganhamos a Copa do Mundo. Ganhamos com Pelé, Garricha, Gérson, Jairzinho, Romário, Ronaldinho, Romário. E nesse Copa tinha Neymar. Não ganhamos com Sócrates, Zico, Falcão, Júnior, Cerezo. Aí você vê o grau de dificuldade.

Houve queda?
Na parte técnica também caímos. Quantos jogos de bom nível um time júnior faz? O América faz um com o Cruzeiro, e outro com o Atlético, na Copinha se passar, um, na Taça BH um ou dois... A base não faz dez jogos por ano que o desafiem e o façam crescer. Como vamos preparar esse menino?

Quais suas referências entre os treinadores atuais?
(Pep) Guardiola, Klopp... O (Maurício) Pochetino faz um grande trabalho. O menino do River Plate, (Marcelo) Gallardo. Tem muita gente boa, mas temos que cuidar de uma série de coisas. Em quase três anos de Cruzeiro trabalhei com 92 jogadores, é muita mudança. Toda hora você tem que mudar, isso é bem complicado também. 

Em que sentido?
De Bruyne é 10, David Silva é 10, então temos que discutir o Ganso daqui a pouco. A dinâmica é o que a gente quer, a intensidade, tem a hora de dar velocidade e a de segurar. Por isso falo da tomada de decisão, e o que é isso? O jogador tem, que ser inteligente.

O futebol jogado no Brasil merece que nota de 0 a 10?
Ao do América dou 10 (risos). 

É mais fácil montar um time que atua fechado, o jogo reativo, do que uma equipe que prioriza a posse de bola, que propõe o jogo?
Não sei se é mais fácil, todo mundo acha que defender é mais fácil do que construir, alguns até acham que o processo de construção é muito intuitivo. Na experiência que eu tive em relação aos clubes que propuseram o jogo e os menores, que ficam mais atrás, prefiro o processo de construção, da meia lua para a frente, do que ficar 50 metros atrás e percorrer mais 50 metros para chegar na frente. Mas se pensarmos no nível que está, na falta de talento, de individualidade, fica 0 a 0. Aí quem faz a diferença? Prefiro do meio de campo para frente do que ter espaço para contra-atacar. Aí entra roda, faz inversão, muda de direção... Vai surgir o espaço em algum momento, é só ter paciência. Você pega o Ajax dos anos 1990, que acompanhei muito naquela época, vi muitos jogos deles e aí você via girar, ter paciência. Aquele time é um espelho para mim. Mas aqui você joga com o goleiro e a torcida vaia.

Você ficou um bom tempo fora do mercado, o que fez nesse período?
Eu cuidei dos meus negócios, fiz cursos na CBF, Universidade do Futebol, gestão, acompanhei treinamentos e jogos do Bayer Leverkusen, Schalke 04, fui até Argentina, Chile e Paraguai ver os jogos, conversei muito... Fiz media training, mas eu as vezes avacalho, baixa meu espírito de ser sincero e verdadeiro. Foram três anos sem trabalhar, desde o Joinville quando o time ainda estava na primeira divisão. 

O que o América ainda pode fazer em 2019?
Meu sonho são os 46 pontos (nota do blog: pontuação que matematicamente livra do rebaixamento), vamos atrás disso primeiro.

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Corinthians de 2017 foi campeão 'sem gostar da bola'?! Mentira! Quem joga assim? O São Paulo de hoje

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN


Na campanha do título brasileiro de 2017, o Corinthians se notabilizou pela solidez defensiva em especial no primeiro turno, quando fez 47 de seus 72 pontos (65%) na metade inicial do certame. Nela sofreu nove gols em 19 pelejas, contra 21 acumulados na segunda parte do campeonato. Daí a afirmarem que o time jogava sempre fechado e sem a bola, foi muito rápido. Mas os fatos não comprovam tal tese (veja abaixo).

Os passes trocados pelos times da Série A em 2017 (à esquerda) e até a 25ª rodada no campeonato brasileiro de 2018
Os passes trocados pelos times da Série A em 2017 (à esquerda) e até a 25ª rodada no campeonato brasileiro de 2018 TruMedia/ESPN

Os corintianos foram os que mais passes trocaram no Brasileirão que conquistaram ano passado, à frente apenas do Grêmio, que costumeiramente lidera tal ranking, como ocorre atualmente, como mostra o TruMedia, ferramenta utilizada pelo Data ESPN. Já o atual líder, São Paulo, faz jus ao rótulo de que não curte muito ter a pelota nos pés. A equipe tem número de passes trocados inferior até ao Paraná, destacado lanterna da temporada.


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Conselheiros são agredidos após reunião no Vasco e grupo protesta

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

O Malta do Vasco, grupo que apoiou Fernando Horta na polêmica eleição do Vasco, que se arrastou entre novembro e janeiro, emitiu uma nota de repúdio à agressão de dois conselheiros após a reunião do Conselho Deliberativo na noite de segunda-feira, na Sede Náutica do clube. Foram atacados Luiz Dias e Fabio Muniz, um dos principais aliados de Júlio Brant, candidato derrotado no pleito que elegeu Alexandre Campello presidente.

A nota de repúdio do grupo Malta do Vasco, que apoiou Fernando Horta na eleição passada
A nota de repúdio do grupo Malta do Vasco, que apoiou Fernando Horta na eleição passada Reprodução

Dias e Muniz são ligados ao grupo “Sempre Vasco” e foram agredidos após a votação sobre o empréstimo de R$ 32 milhões pedido pela diretoria para que possa quitar compromissos financeiros deste ano. A aprovação aconteceu quase que por unanimidade. Na primeira votação, o grupo de Brant e o "Casaca" foram contra o empréstimo e pediram maiores detalhes. Com a alta dos juros, os R$ 31 milhões iniciais se elevaram em R$ 1 milhão até a data da nova reunião, quando finalmente houve a aprovação.

"Lamentável o que se passou na Lagoa. Conselheiros de oposição sendo agredidos numa ação claramente orquestrada. Foram chamados pelo nome por vândalos de capacete. O Vasco não consegue se livrar desse passado de política baixa, suja e agressiva. Temos uma árdua tarefa pra mudar isso. Mas esse caso específico é de polícia e não de política., disse Júlio Brant.

Muniz seria o vice-presidente de finanças do Vasco, caso ele vencesse a última eleição. O empréstimo solicitado pela situação envolveu uma costura política envolvendo oponentes de Campello ligados aos presidentes dos Conselhos Deliberativo, Roberto Monteiro, e de Grandes Beneméritos, Eurico Miranda. Dos 178 conselheiros presentes, 176 votaram pela autorização – votaram contra Edmílson Valentim, presidente do Conselho Fiscal, e Marcos Dias.  

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Arame liso? Veja quantas finalizações seu time precisa para marcar um gol

Mauro Cezar Pereira

Levantamento a partir dos números do Footstats mostra o desempenho dos times da Série A do Campeonato Brasileiro nas finalizações. Foram considerados números referentes aos jogos disputados após a Copa do Mundo.

É possível observar que o Atlético Mineiro, dono do melhor ataque em todo o certame (41 tentos) é o time que menos precisa arrematar para colocar a bola nas redes rivais. Já o Paraná, lanterna da competição, necessita de incríveis quatro dezenas de finalizações para chegar a um gol.

O Paraná Clube pós-Copa: mais de 160 arremates e apenas quatro gols no Brasileiro
O Paraná Clube pós-Copa: mais de 160 arremates e apenas quatro gols no Brasileiro TruMedia/ESPN

Confira o ranking e veja se o seu time é arame liso, aquele que cerca e não machuca (o adversário).

Clube*

Paraná 40,8

Botafogo 28,0

Sport 25,3

Vitória 19,6

Ceará 16,0

Vasco 15,3

Fluminense 14,8

Cruzeiro 13,7

Flamengo 12,2

Chapecoense 10,7

Santos 9,9

Bahia 9,6

Palmeiras 9,2

América 8,7

Atlético-PR 8,5

Inter 8,4

Corinthians 8,2

São Paulo 8,2

Grêmio 8,1

Atlético-MG 7,9

* Finalizações por gol marcado

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Por ofensas racistas, várias ligadas a futebol e a Mbappe, MP pede indenização milionária a youtuber

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

 

Destaque da Copa 2018 e campeão na Rússia, o francês Kylian Mbappé é citado em ação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra um youtuber por publicações racistas em rede social, inclusive com o atleta do Paris Saint Germain sendo alvo — clique aqui e acesse a informação no site do próprio MPSP.  Foi ajuizada ação de responsabilidade por danos sociais contra Julio Cocielo em razão de racismo no Twitter. Um tuite dele durante a Copa do Mundo sobre o jogador de 19 anos faz parte do relato com pedido de indenização que beira os R$ 7,5 milhões.

 O blog teve acesso ao documento do Ministério Público. A ação Civil Pública contra Júlio Cocielo refere-se a "publicações racistas entre 2010 e 2018, prática sistemática de racismo no ambiente virtual, utilização do Twitter para violação de direitos fundamentais, ofensa a direitos de matiz constitucional, violação aos direitos humanos. Violação da Constituição Federal e de Tratados Internacionais de Direitos Humanos, caracterização de dano social, responsabilidade civil". E destaca obrigação de fazer consistente no pagamento de indenização (Lei nº 7.347/85).

Os tuites chegaram conhecimento da Promotoria de Justiça de Direitos Humanos, Área da Inclusão Social, primeiramente formulada ao Ministério Público do Estado da Bahia que, por sua vez, a encaminhou ao MP paulista. Está no documento que a "representação diz respeito a diversos comentários racistas que o réu vem publicando em seu perfil da rede social 'twitter' desde 2010. O último episódio ocorreu durante a Copa do Mundo de futebol masculino de 2018, ocasião em que o réu, referindo-se ao jogador da seleção francesa Kylian Mbappé Lottin, publicou o seguinte post:"

 

De 30 de junho de 2018, tuite sobre Mbappe que está documentado na ação
De 30 de junho de 2018, tuite sobre Mbappe que está documentado na ação Reprodução

A ação vai adiante e apresenta postagens consideradas racistas pelo MP publicadas desde 2010, como uma de novembro daquele ano que, destaca o documento, "reforça o estereótipo repugnante direcionado aos negros, comparando-os com ladrões":

Tuite de 2010 que está na ação do Ministério Público de São Paulo
Tuite de 2010 que está na ação do Ministério Público de São Paulo Reprodução

O documento destaca ainda que "em 11 de dezembro de 2013, dia do jogo final da Copa Sul-Americana de futebol masculino entre os clubes campineiro Ponte Preta e o argentino Lanús, o réu comparou uma vizinha negra a uma macaca, em alusão ao apelido da equipe de Campinas":

Em 2013, tuitada motivada por jogo da Ponte Preta que foi documentada pelo MP
Em 2013, tuitada motivada por jogo da Ponte Preta que foi documentada pelo MP Reprodução

E o MP cita outras situações ligadas ao futebol: "Uma semana depois, quando o Atlético-MG perdeu para o clube marroquino Raja Casablanca no Mundial Interclubes, escreveu:"

Em 2013, participação do Atlético no Mundial de clubes e outro tuite que o MP reproduz no documento
Em 2013, participação do Atlético no Mundial de clubes e outro tuite que o MP reproduz no documento Reprodução

O Ministério Público reproduz diversos tuites classificados como de teor racista, ligados ao não a temas futebolísticos. E acrescenta que as "publicações foram as poucas que puderam ser resgatas, lembrando que o réu, após o último episódio racista em que ele se referiu ao jogador de futebol francês, apagou mais de 50.000 (cinquenta mil) publicações que realizou ao longo dos últimos anos, grande parte com caráter racista, machista e homofóbico".

 A delação foi encaminhada à Promotoria de Justiça Criminal e a ação civil pública contém pedido de indenização "pelos danos sociais causados pelo réu em razão da afronta à dignidade humana e demais valores constitucionais, o que não se desfaz com a remoção das postagens, tampouco com o seu pífio pedido de desculpas, os quais, indubitavelmente, relacionam-se com os prejuízos financeiros sofridos pelo youtuber em suas relações comerciais, como a perda de patrocínios e campanhas publicitárias".

 O documento com a data de hoje (12 de setembro de 2018) é assinado por Eduardo Ferreira Valerio, 2º Promotor de Justiça de Direitos Humanos; Bruno Orsini Simonetti, 1º Promotor de Justiça de Direitos Humanos designado; e Veronica Homsi Consolim, Analista de Promotoria. E determina: "seja o réu, por fim, condenado no cumprimento da obrigação de fazer, consistente no pagamento de indenização por dano social da quantia de R$ 7.498.302 (sete milhões, quatrocentos e noventa e oito mil, trezentos e dois reais), valor a ser corrigido monetariamente quando do efetivo pagamento e revertido em favor do Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos - FID, previsto no artigo 13 da Lei nº 7.347/85 e nas Leis Estaduais nº 6.536/89 e nº 13.555/09". Cocielo deverá apresentar sua defesa, assim que for notificado pelo juiz. 

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Com um jogo a cada 2,7 dias, Maracanã será fechado para recuperar gramado e planeja 2019

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN
O colombiano Uribe em ação no gramado do Maracanã em Corinthians x Flamengo, na quarta-feira
O colombiano Uribe em ação no gramado do Maracanã em Corinthians x Flamengo, na quarta-feira Gazeta Press


O Maracanã recebeu no último mês 13 jogos em 36 dias, ou seja, uma peleja a cada 2,7. O Camp Nou, do Barcelona, teve 26 partidas em todo o ano de 2017. Desgastado e criticado, o gramado passou por recuperação para receber Flamengo x Corinthians e nas próximas semanas duas partidas do Fluminense sairão do estádio para que o campo se recupere, contra Grêmio e Paraná Clube.

Diante do Deportivo Cuenca, em 4 de outubro, pela Copa Sul-americana o time tricolor poderá utilizar ao estádio. Para Flamengo x Atlético, em 23 de setembro, acontecerão vários procedimentos de recuperação. A ideia era tirar essa partida do Maracanã, mas os ingressos já estavam sendo vendidos e a transferência de local tornou-se inviável. Entre os dias 13 de setembro e 9 de outubro só haverá esses dois jogos no local.

Serão dez dias sem cotejo algum, sendo que recentemente aconteceram seis no mesmo intervalo de tempo. Com esse período, o gramado atual melhorará, segundo a Greenleaf, responsável pelo piso. A empresa espera que chegue a 80% de sua capacidade. Para 2019 estão previstas ações específicas. O plantio será no dia seguinte à tradicional partida de final de ano organizada por Zico, marcada para a noite de 28 de dezembro.

Dois campos reservas com o mesmo tratamento já estão na fazenda em Saquarema (RJ) onde houve o plantio durante a Copa do Mundo. As lâmpadas holandesas que projetam luzes que substituem a solar ficarão sobre o pedaço do campo perto do setor norte onde no inverno não bate sol. A ideia é evitar que no próximo ano o gramado não fique como recentemente, já que a overdose de jogos provavelmente não cessará.

Em 24 horas a empresa assegura que consegue substituir o piso, algo que ocorreu em meio aos Jogos Olímpicos de 2016. O show de Roger Waters (ex-Pink Floyd) será no dia 24 de outubro e troca de gramado acontecerá no dia seguinte. A tabela do campeonato brasileiro marca o encontro entre Flamengo e Palmeiras para o dia 27, um sábado, a priori. O Fluminense pensa no Nilton Santos/Engenhão como opção para encarar o Grêmio.

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Falha interna gera multa de R$ 1 milhão ao Fla e irritação com demitido que Bandeira homenageou

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

Uma falha de comunicação entre departamentos do Flamengo resultou na escalação de Réver contra o Internacional no primeiro turno do Brasileirão. A presença do zagueiro naquele jogo gerou uma dívida de R$ 1 milhão do time carioca com o novo líder da Série A do campeonato.

Quando o atleta trocou o  Internacional, pelo Flamengo, Rodrigo Caetano era o diretor-executivo do time carioca. Representando os rubro-negros, ele aceitou a chamada "cláusula de proteção", que estipula pagamento de R$ 1 milhão caso o jogador fosse escalado contra seu ex-clube.

Curiosamente, o dirigente, demitido em 29 de março após derrota para o Botafogo e eliminação do Estadual, assumiu cargo semelhante justamente no clube gaúcho. Ele foi apresentado 18 dias após a vitória rubro-negra sobre o Colorado, por 2 a 0, em 6 de maio, no Maracanã. Ou seja, Caetano não estava mais no clube carioca quando escalaram Réver contra o time porto-alegrense.

O blog apurou que antes daquele cotejo pelo primeiro turno, o Jurídico do Flamengo alertou um funcionário do departamento de futebol sobre a cláusula. Réver não deveria atuar, exceto se o clube quisesse pagar tanto dinheiro para tê-lo por uma peleja, algo obviamente desproporcional. 

Mas a informação não teria chegado ao atual diretor de futebol, Carlos Noval, tampouco ao treinador Maurício Barbieri. Com a falha de comunicação, o capitão ficou 90 minutos em campo. Para o jogo do segundo turno, novo alerta do jurídico e a decisão de não escalá-lo.

Os rubro-negros procuram uma brecha na justiça para escapar da multa, mas sabem que as chances não são das maiores. O blog ouviu um advogado especializado em direito esportivo, que vê alguns caminhos por meio dos quais o Flamengo pode tentar algo (abaixo).

 

Artigos que podem ser utilizados pelo Flamengo para não pagar a multa ao Inter: chance pequena
Artigos que podem ser utilizados pelo Flamengo para não pagar a multa ao Inter: chance pequena .

Há itens dos regulamentos da Fifa e de Registros da CBF que tornam passíveis de punição em caso de influência de uma associação em outra, ou de terceiros, nas políticas financeiras, de escalação, etc. Já o artigo 27C da Lei Pelé poderia ser citado para que a cláusula seja vista como nula.

Entre dirigentes e apoiadores da gestão, há grande descontentamento com a herança de Rodrigo Caetano. Não só por contratações que até hoje não dão retorno, como Geuvânio, Rômulo e Marlos Moreno, mas também pelo fato de o Inter só acionar a cláusula depois de sua chegada ao Beira-Rio.

Curiosamente, o executivo foi homenageado pelo presidente Eduardo Bandeira de Melo na entrevista coletiva na qual ele anunciou a demissão de Caetano. Na oportunidade ele disse: 

É um profissional de altíssimo nível, a quem eu agradeço muito o trabalho que ele desenvolveu aqui no clube. Vou sentir muita falta dele aqui no dia a dia, da competência dele, da dedicação dele. Foi um colaborador absolutamente excepcional. E tenho certeza que ele vai dar muito certo, que a carreira dele vai ser muito bem-sucedida, que ele merece, e ele está preparado para exercer qualquer função no futebol, seja em clube, entidade de administração, CBF, seleção brasileira, inclusive em governos. Então... começar agradecendo o trabalho do Rodrigo e tenho certeza que o Rodrigo também vai ficar muito feliz vendo a continuidade do trabalho dele sendo capitaneada aqui pelo Carlos Noval".


 

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Presidente do Inter deixa R$ 1 milhão devido pelo Fla de lado. Até o jogo pelo Brasileiro

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN
Réver (15), na partida do primeiro turno, no momento da expulsão de Pottker
Réver (15), na partida do primeiro turno, no momento da expulsão de Pottker Reprodução TV

O Flamengo deve R$ 1 milhão ao Internacional por ter utilizado Réver na vitória por 2 a 0 sobre o time gaúcho no primeiro turno do Campeonato Brasileiro, mas ainda não foi cobrado pelos dirigentes colorados. Isso só deve acontecer após a partida desta noite em Porto Alegre entre as duas equipes.

"Faltam poucas horas para nosso confronto com o Flamengo. Jogo importantíssimo. Foco total na partida.  Amanhã falaremos sobre este e outros assuntos", resumiu o presidente Marcelo Medeiros, do Internacional, em contato com o blog.

Quando o zagueiro foi contratado, os rubro-negros concordaram com uma cláusula que estipula o pagamento da quantia cada vez que ele entrasse em campo contra o clube com o qual tinha contrato. O atleta foi liberado para se juntar os rubro-negros sob tal condição.

Rodrigo Caetano era o diretor executivo do Flamengo quando o negócio foi fechado, e agora trabalha justamente no Inter. Ele deixou o clube carioca após o campeonato estadual e o departamento de futebol, ao que tudo indica, esqueceu da existência dessa penalidade e o jogador foi a campo no turno.

Os flamenguistas decidiram antecipadamente não colocar Réver em campo no cotejo do Beira-Rio, pois teriam que pagar mais R$ 1 milhão para contar com ele. No Internacional os dirigentes ainda não conversaram sobre o que será feito, mas se o Flamengo não pagar a multa, deverão fazer a cobrança.

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Com Bandeira, Flamengo disputou 23 troféus: três títulos, três vices e muitos fracassos

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN


A eliminação da Copa Libertadores para o Cruzeiro foi a terceira de forma precoce vivida pelo Flamengo sob a administração atual. Eduardo Bandeira de Mello assumiu a presidência em 2013 e a deixará ao final de seu segundo mandato, em dezembro. O time fracassou na competição internacional em 2014 (caiu diante do León do México no Maracanã lotado e foi eliminado na fase de grupos), em 2017 (novamente saiu do certame nesta etapa da competição ao perder para o San Lorenzo na Argentina) e agora caiu no duelo com o Cruzeiro, apenas um nível adiante, nas oitavas-de-final.


Com isso, são 23 troféus disputados (e aqui não estão computados os turnos do campeonato carioca, as taças Guanabara e Rio) e apenas três conquistas, mesmo número de vices, além de muitos fracassos. Entre as eliminações, quedas seguidas para o Vasco da Gama em Estadual e Copa do Brasil, isso em período de rebaixamento do clube de São Januário. Também foram algozes dos rubro-negros o Fortaleza, então na Série C, no mata-mata nacional; Palestino do Chile, na Copa Sul-americana etc. Neste ano, o Botafogo despachou os flamenguistas no Campeonato Carioca.

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Com Bandeira, Flamengo disputou 23 troféus: três títulos, três vices e muitos fracassos

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A virada do técnico que viu a morte de perto e agora quer o título brasileiro

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

Odair Hellman tem 41 anos. Como jogador de futebol, entre 1997 e 2009 defendeu Internacional, Fluminense, Veranópolis, América de Natal, Mamoré, Brasil de Pelotas, Enköpings (Suécia), América do Rio de Janeiro, Remo, CRB e Eastern (Hong Kong). Ele estava no ônibus que sofreu terrível acidente com a delegação do rubro-negro pelotense em 2009.  Cláudio Milar, ídolo da torcida, o zagueiro Régis e o treinador de goleiros Giovani Guimarães morreram na queda do coletivo em uma ribanceira, quando voltavam de Vale do Sol, onde haviam vencido o Santa Cruz por 2 a 1 em amistoso de preparação antes do Campeonato Gaúcho.  A carreira do  meia terminava ali, mas sua trajetória no futebol não. Hoje Odair comanda o Internacional, que meses após deixar a segunda divisão, desafia os tradicionais rivais e sonha com a reconquista de um título que a torcida colorada não festeja há quase 39 anos: o do campeonato brasileiro. O técnico conversou com o blog.

Odair Hellman: de técnico interino a comandante de um Internacional que voltou a lutar pelo título brasileiro
Odair Hellman: de técnico interino a comandante de um Internacional que voltou a lutar pelo título brasileiro Ricardo Duarte/Divulgação Internacional

Qual a maior virtude do atual Internacional?

Odair Hellman —A força coletiva, a organização coletiva, porque todos os jogadores que têm iniciado têm jogado muito bem. E quando tenho a necessidade de usar o grupo, os jogadores que têm entrado vêm dando boa resposta. Então isso mantém uma regularidade de desempenho e estamos fazendo essa boa campanha.

Como encontrou a nova função de Nico López?

O Nico jogava no Nacional (de Montevidéu) numa função mais atrás do último atacante, num 4-4-2 com duas linhas de quatro, e com liberdade de movimentação e de infiltração. Ele faz muito bem essa função e aqui usamos uma variação para ele e comecei a usá-lo também na beirada do campo, com liberdade de flutuação para ser um jogador para atuar entre linhas, porque ele tem esse poder de armação, de último passe e boa definição. Então foi isso que agregou ao Nico também essa situação, claro que também muito do comprometimento dele com o coletivo, com a parte tática e agregando sua individualidade porque é um jogador de muita qualidade.

De que maneira transformou um time que veio da Série B sem ser campeão em candidato ao título da Séria A?

Sempre que um grande clube passa por um período difícil como o Internacional, o outro ano é um ano de muita dificuldade, de reconstrução, e aí precisa de um trabalho em conjunto, de um planejamento. E foi isso que a gente fez, direção, comissão técnica e principalmente os jogadores, que acreditaram na ideia de jogo, estão comprometidos com isso, com o clube. Sabíamos que no início seria mais difícil, íamos encontrar mais espinhos, mas com convicção, com trabalho, a médio e longo prazos teríamos resultados melhores. É isso que está acontecendo, com essa regularidade, fruto de muito trabalho e convicção.

Qual seu maior temor nessa campanha?

Meu maior temor, com certeza, é a perda de jogadores, tanto pela janela de transferência quanto lesionados. Isso faz com que você fique com menos opções. Até agora a gente tem tido poucas lesões, tomara que continue assim.

E o sistema que lhe dá mais confiança?

Sistema de jogo para mim é apenas número, não é o que mais dou ênfase. Trabalhamos muito os conceitos de jogo, bem definidos em todas as fases do jogo, organização defensiva, ofensiva, transições e as bolas paradas. Então, independentemente do sistema que use, o time tem o mesmo conceito, e pratica isso dentro do campo. Foi fruto de muito treinamento para que a gente conseguisse chegar a esse ponto. Tínhamos usado variações de sistemas, de números, mas não abrindo mão das ideias, dos conceitos. Isso tem nos dado bom desempenho e resultados. Claro que usamos, dentro dessa situação, estratégias diferentes para jogos fora e dentro de casa.

'Sistema de jogo para mim é apenas número. Trabalhamos os conceitos de jogo', diz Odair
'Sistema de jogo para mim é apenas número. Trabalhamos os conceitos de jogo', diz Odair Ricardo Duarte/Divulgação Internacional

Qual o seu sistema de jogo preferido e o que mais se adequa ao atual time do Inter?

O que me dá mais confiança é que os jogadores estão acreditando na ideia de jogo, estão muito comprometidos taticamente, e claro que com os bons resultados e os bons jogos, todos mais confiantes para também desempenhar duas individualidades. O ponto forte realmente é o comprometimento de todos os jogadores, a entrega do grupo, para que a gente possa continuar a fazer essa campanha.

Que time você vê jogar no futebol pelo mundo e pensa: gostaria de ter minha equipe atuando assim?

Assisto muitos jogos, estou curioso para ver o Chelsea com o (Maurizio) Sarri. Ano passado o (Manchester) City jogou muito bem, o Real Madrid também. Vejo muitas partidas para observar modelos de jogo, novas ideias, para que eu possa também agregar ao meu dia-a-dia de trabalho. Claro que a gente sempre tem um ideal que eu trago para a realidade, porque precisamos ter a vontade de fazer o time jogar de uma maneira, mas para isso é necessário ter os jogadores com as características para encaixar com essa possibilidade. Estou muito curioso para ver o Chelsea do Sarri porque é um treinador que está trabalhando muito bem, suas equipes jogando futebol de muita técnica, dinâmica, velocidade. Vou observar a partir de agora para ver em quanto tempo as ideias dele vão demorar para se estabelecer dentro do campo.

Sarri é o seu inspirador? Ou pelo menos o técnico do futebol internacional de que mais gosta atualmente?

Inspirador não. Gostei do trabalho que desenvolveu ano passado, mas gosto do trabalho de outros também, como (Pep) Guardiola, (Diego) Simeone...

Não poder contar com Guerrero atrapalhará?

Claro que eu quero contar sempre com jogadores de qualidade e o Guerrero tem muita qualidade, mas na campanha que fizemos até aqui ele não participou, então espero que esse caso se resolva e continuaremos fazendo o trabalho com os jogadores que estão no grupo e dando grande resposta dentro do campo.

Como ele seria, ou será, aproveitado?

O aproveitamento dele saberemos depois dessas decisões jurídicas e ele puder ficar à disposição. Aí sim poderei falar um pouco mais a respeito dessa situação.

Técnico colorado se diz curioso para ver como se desenvolverá o Chelsea sob o comando do italiano Maurizio Sarri
Técnico colorado se diz curioso para ver como se desenvolverá o Chelsea sob o comando do italiano Maurizio Sarri Ricardo Duarte/Divulgação Internacional

Você indicou Fernandão ao Internacional. Como foi?

A situação do Fernandão foi que eu estava na seleção brasileira Sub-20, em 1997, como jogador, eu e o Fernandão, e eu já estava no profissional do Internacional. E na época aqui tinha o Vestibular do Centroavante, o Christian, Robigol, Alberto. Então quando voltei de uma convocação da seleção, o ex-presidente Fernando Carvalho me perguntou: 'Odair, você que está indo para a seleção, não tem um centroavante para me indicar?' Foi um dia após um treino, quanto ele foi conversar lá no campo. Eu disse: 'Olha, eu tenho um centroavante para indicar o senhor: Fernandão, do Goiás. Mas acho que ele já está indo para uma equipe de fora do Brasil'. O ex-presidente anotou o nome dele, acompanhou a carreira e quando teve a oportunidade o contratou. E disse ao Fernandão que fazia quatro, cinco anos que o acompanhava, desde aquele dia no qual conversamos a respeito dele. É claro que o presidente ter acompanhado e depois contatado, e o mais importante de todos foi ele ter vindo para cá, dado certo e ter jogado muito bem. Minha parcela foi pequena, mas tive minha participação nesse processo.

Você estava no acidente do ônibus do Brasil de Pelotas, o Danrlei (ex-goleiro, que marcou época no Grêmio) era do elenco e o ajudou se salvar... 

 Sim, eu estava no acidente do Brasil de Pelotas, no dia 15 de janeiro de 2009.  Ele (Danrlei) já estava fora do ônibus, um dos poucos que estava sem praticamente nada de machucado, um arranhão no braço. Eu estava preso nas ferragens e consegui arrancar minhas pernas dali, porque estava um barulho muito forte do ar condicionado e eu tinha a sensação de que o ônibus ia explodir. Não desmaiei, nem nada, fiquei no corredor, cai ali quando o ônibus virou na pista, foi uns 30 metros e caiu no barranco abaixo uns 40 metros. E caí no corredor. E os três que morreram estavam do lado esquerdo. Tomei muita pancada nas costas, como se estivesse num liquidificador, sendo jogado para cima e para baixo. Ele gritava para mim, 'sai, sai, arranca tua perna, vai explodir'. Aí arranquei minha perna e ele me puxou pelo couro cabeludo e me afastou do ônibus para que eu pudesse sair. Então ele saiu correndo no meio do mato, porque demorou 45 minutos ou mais para chegar ajuda. E é uma cena trágica, tu ali deitado no meio do nada, na escuridão, escutando grito de seus amigos, colegas pedindo socorro e dois ou três que conseguiram sair das ferragens olhando para o céu e agradecendo por estar vivo. Uma sensação horrível, uma das piores e nunca mais quero passar por isso.

Fale um pouco de sua trajetória ao pendurar as chuteiras, após o acidente do ônibus do Brasil de Pelotas, o fim da carreira de jogador e como chegou ao Inter para trabalhar inicialmente como observador?

Encerrei minha a carreira em 2009, após acidente. Fiquei seis meses machucado e três quase sem poder levantar da cama, com um problema nas costas. E nesse período resolvi encerrar minha carreira. Fui ao Internacional, onde eu tinha jogador por dez anos, desde a escolinha ao profissional, dos 14 anos até os 21, conhecia todas as pessoas lá e pedi uma oportunidade. Fui numa sexta-feira, o Tite era o treinador do profissional, eu me lembro bem. Ele e o Cléber Xavier estavam lá no campo. E fui falar com o ex-presidente Fernando Carvalho para pedir uma oportunidade para começar a trabalhar na base porque estava encerrando minha carreira. Então ele me disse que segunda-feira eu começaria na base, nas avaliações técnicas. Comecei nas observações em 2009. Em 2010 fui para um projeto como auxiliar do juvenil, o treinador era o André Jardine, que hoje é o auxiliar técnico do São Paulo, aprendi muito e fui galgando passo a passo todas as categorias de base. Trabalhei como auxiliar técnico do júnior, do Sub-23. Até que em 2013 o Dunga, no time profissional, liberou todo os profissionais da comissão permanente para formar uma nova equipe e me chamou para ser o auxiliar técnico permanente do Internacional. Então em 2013 passei a auxiliar técnico do Internacional. Trabalhei com dez treinadores, dez comissões técnicas diferentes. Pude aprender muito com todos esses treinadores, aí em 2015 tive a oportunidade de trabalhar na seleção brasileira Sub-17 e depois fazer a Olimpíada como auxiliar técnico do (Rogério) Micale em 2016. Tudo isso agregou muito valor para mim, experiência, conhecimento. Foi passo a passo, colocando tijolo a tijolo, aprendendo muito mesmo, fazendo todos os cursos que havia à disposição no mercado, junto do trabalho no dia-a-dia. E nesse tempo todo fui me aprimorando para que quando recebesse minha oportunidade estivesse preparado. Foi um crescimento mesmo de passo a passo, passando por todas as categorias do clube e trabalhar por cinco anos como auxiliar da equipe principal, assumindo o time interinamente algumas vezes, até em 2017 nos últimos três jogos da Série B. Conseguimos, juntos, alcançar a volta à Série A e ser efetivado pela direção em 2018.

Odair nos tempos de jogador do Internacional: no clube da escolinha ao profissional, dos 14 anos até os 21
Odair nos tempos de jogador do Internacional: no clube da escolinha ao profissional, dos 14 anos até os 21 Reprodução

 Você sentia que estava pronto para o desafio?

Eu me sentia preparado, me sinto preparado. Não estou pronto e nunca vou estar porque estou sempre aberto a novos conhecimentos e métodos para que eu possa sempre agregar valor ao meu dia-a-dia de treinos. Por que acredito muito em treinamento, uma equipe bem treinada consegue dar boa resposta dentro de campo, melhor jogo e desempenho.

 Como superou as sequelas, emocionais, inclusive, do acidente?

Realmente aquele acidente me abalou muito pessoal e profissionalmente. Tive que começar do zero, recebi ajuda de muitas pessoas, às quais tenho muita gratidão, porque não foi fácil. Fiquei com sequelas daquele acidente, com medo de viajar de ônibus logo em seguida. Infelizmente perdemos três companheiros num acidente trágico. Mas tive que recomeçar lá da base para realmente buscar aprendizado e conteúdo para não ser um ex-jogador que parasse com 38 anos e virasse treinador. Eu não acreditava nessa situação, acho que ser jogador é uma coisa, ser treinador é outra. Fui buscar conhecimento, aprender com os professores lá na base, depois subi ao profissional, aprendi muito com os treinadores, também aprendi o que não fazer, e nesse tempo todo eu sempre tinha na cabeça que deveria ter minhas ideias de jogo e meus métodos de treinamento. Então usei todo esse tempo de experiência e oportunidade como auxiliar técnico para criar meu método de treino e minhas ideias de jogo. Agora que recebi minha oportunidade, estou implementando esses conceitos. Foi muito importante ter todas essas passagens e experiências, que me deram confiança e segurança para assumir um clube do tamanho do Internacional. O que me deixa muito orgulhoso, é uma honra para mim, mas sei que estou preparado e dando o máximo que tenho de mim para que as coisas deem certo. 

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Brasileirão é o mais embolado da década

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN

O campeonato brasileiro de 2018 é o mais embolado entre os três primeiros na década. Desde 2009 o trio de clubes mais bem colocados após duas dezenas de jogos, não fica tão próximo. Apenas um ponto separa cada um deles quando é superada a metade do certame.

Em 2009 duas equipes apresentavam a mesma pontuação. O Internacional era líder porque tinha uma vitória a mais em relação ao Palmeiras, com o São Paulo apenas um ponto atrás, mesma diferença para o quarto, Goiás.


Ao final da competição, o campeão foi o Flamengo, que naquele momento era o 12º, a 10 pontos do líder. Hoje o Botafogo ocupa tal posição, mas está a uma diferença maior da ponta: 20 pontos. A repetiçao do que aconteceu naquele ano é improvável, mas o atual equilíbrio é raro. 

Os três mais bem colocados na 20ª rodada*

2018
São Paulo 42
Internacional 41
Flamengo 40

2017
Corinthians 50
Grêmio 39
Santos 36

2016
Palmeiras 39
Santos 36
Grêmio 35

2015
Corinthians 43
Atlético-MG 39
Grêmio 37

2014
Cruzeiro 46
São Paulo 39
Corinthians 35

2013
Cruzeiro 43
Botafogo 39
Grêmio 37

2012
Atlético-MG 44
Fluminense 43
Grêmio 40

2011
Corinthians 40
Vasco 38
Botafogo 37

2010
Fluminense 41
Corinthians 38
Santos 34

2009
Internacional 37
Palmeiras 37
São Paulo 36

2008
Grêmio 44
Cruzeiro 39
Palmeiras 37

2007
São Paulo 40
Cruzeiro 35
Vasco 34

2006
São Paulo 39
Santos 35
Internacional 34

* com 20 times na Série A

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Volta da punição era esperada e Guerrero poderá cumprir contrato com o Inter até 38 anos e 3 meses

Mauro Cezar Pereira
Mauro Cezar Pereira, jornalista da ESPN
Internacional lançou ações de marketing envolvendo Guerrero, mas terá que adiar a esrtreia do centroavante peruano
Internacional lançou ações de marketing envolvendo Guerrero, mas terá que adiar a esrtreia do centroavante peruano divulgação

A revogação do efeito suspensivo de Paolo Guerrero junto à justiça suíça não surpreendeu, era algo esperado no meio jurídico. O entendimento é de que, na visão dos suíços ele jogou a Copa do Mundo, ou seja, o atleta obteve autorização para participar da competição mais próxima e importante, evitando-se, assim, que mais adiante uma eventual injustiça irreparável se constituísse.

Mas ao receber a fundamentação da Wada (Agência Mundial Antidoping), defendendo a punição definidas pelo CAS (Corte Arbitral do Esporte) eles perceberam que dificilmente o atleta seria absolvido. Viram que suas chances eram realmente pequenas. Assim o tribunal na Suíça concluiu que era o momento de revogação do efeito suspensivo concedido em 31 de maio, duas semanas antes do Mundial disputado na Rússia. 

Apresentado à torcida há apenas oito dias, ele tem oito meses de gancho a cumprir. Guerrero estará apto para atuar pelo Internacional na segunda quinzena de abril de 2019, compromisso que poderá se estender até abril de 2022, quando o peruano terá 38 anos e três meses. Mas só o Colorado terá a opção de encerra-lo na data inicialmente prevista, em agosto de 2021. O jogador foi anunciado 11 dias antes de ser divulgada a nova decisão da Justiça Comum suíça. Ele só receberá o primeiro Real do clube depois que atuar.

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